Laudo do cálculo do risco cirúrgico na Telemedicina

Por Dr. José Aldair Morsch, 20 de maio de 2016
cálculo do risco cirúrgico

A Telemedicina literalmente mudou a forma dos médicos calcularem o risco cirúrgico.

Fazer uma avaliação pré-operatória é um exemplo de serviço da área médica que, há algum tempo, exigia não só muito esforço mas também investimentos muito altos, tanto por parte do paciente, como por parte da clínica.  

O que é risco cirúrgico?

É literalmente a porcentagem de risco de morrer durante um ato cirúrgico rotineiro, como uma cirurgia de catarata ou retirada de vesícula.

Cálculo do risco cirúrgico com laudo a distância na Telemedicina

A era de dados nuvem que estamos presenciando permitiu que o setor da saúde tivesse grandes avanços.

E é neste sentido que a revolução tecnológica na medicina surge, evoluindo também no que se refere à própria conduta para a prevenção de complicações em procedimentos de caráter cirúrgico.

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A necessidade de gerenciamento de todos os exames recebidos em forma de arquivo e distribuição para vários especialistas trouxe o desenvolvimento da Telemedicina em nuvem.

Acompanhe como tudo aconteceu neste artigo.

História da avaliação pré-operatória ou risco cirúrgico

Com as constantes complicações advindas de atos cirúrgicos realizados sem uma prévia avaliação da condição global do paciente, tornou-se fundamental uma rotina de avaliação completa do paciente, mesmo que seja para realizar uma simples cirurgia de catarata com anestesia local.

Antigamente o cirurgião assumia toda a responsabilidade do procedimento, orientando os familiares de forma muito subjetiva sobre os riscos que o paciente corria ao realizar uma cirurgia.

Devido ás constantes intercorrências, inclusive com morte do paciente, os conselhos de medicina decidiram incorporar uma avaliação clínica completa.

Logicamente como a área cardiovascular é a mais suscetível de complicações, escolheram o Cardiologista para realizar a avaliação

Primeiramente, vamos fazer um breve histórico de como o cálculo do risco cirúrgico era realizado antes da era da era de dados em nuvem.

Rotina da avaliação cardiológica presencial

Existe a necessidade de marcar uma consulta com um cardiologista, para que ele examine o paciente e realize um eletrocardiograma.

Também está incluído na avaliação outros exames como Raios X de tórax, exames de laboratório e de acordo com o tipo de cirurgia, exames mais sofisticados como espirometria faziam parte da rotina.

Imagine o número de visitas em outros serviços que eram necessárias para, só posteriormente, o médico calcular o risco cirúrgico baseado nos resultados.

Toda essa demora no procedimento, infelizmente, resultou em diagnósticos tardios e até irreversíveis.

Muitas vezes o paciente não tem tempo e nem saúde para realizar toda essa rotina.

A Telemedicina reduzindo o tempo e as despesas com o risco cirúrgico

Porém, é graças a telemedicina que tal procedimento já não demanda mais de investimentos tão altos e incertos.

Utilizando os serviços de uma plataforma de Telemedicina, o médico do paciente que pretende realizar a cirurgia consegue dividir responsabilidade com um especialista.

Na contratação dos serviços de cálculo do risco cirúrgico por uma central de laudos, o cliente recebe uma rotina de exames necessários para serem realizados na sua própria clínica, como eletrocardiograma, coleta de exames de laboratório, rx de tórax.

O cliente, dono da clínica marca o dia da avaliação do paciente, aplica um questionário fornecido pela Telemedicina Morsch, assina e envia junto com os exames para serem interpretados e em seguida o cardiologista logado na plataforma em nuvem faz o cálculo do risco e emite o laudo do risco cirúrgico com assinatura digital.

No que se baseia o cálculo do risco cirúrgico?

Existe uma diferença entre realizar um eletrocardiograma e fornecer um risco cirúrgico.

O eletrocardiograma é apenas um dos exames realizados onde o cardiologista soma com outros indicadores na consulta para então calcular a porcentagem de risco de morte do ponto de vista do procedimento em si.

Como por exemplo, uma cirurgia de vesícula que pode variar de 1 a 3 % em paciente saudável e a porcentagem de risco de morte de acordo com as condições clinicas do paciente.

Como é calculado o risco cirúrgico?

A interpretação do ECG em repouso, mais as perguntas realizadas na consulta que é o questionário que fornecemos, exames de sangue para ver se tem anemia, diabetes, coagulação do sangue, como está a função renal que são importantíssimos e de acordo com essas variáveis, por exemplo, num paciente saudável o risco ficaria entre 1 e 5 %.

Diante do exposto você pode perceber que um eletrocardiograma se restringe a apenas 1 item de uma série de fatores para fornecermos o cálculo do risco cirúrgico.

Esse discernimento ainda é obscuro para quem não trabalha especificamente com cirurgia, pega o pedido do cirurgião e acha que um simples eletrocardiograma fornece todas as respostas.

Atualmente existem vários programas prontos para comprar, porém, um tipo de software em nuvem somente a Telemedicina Morsch disponibiliza.

No laudo médico disponibilizado pelo nosso sistema em nuvem, o cardiologista preenche com os dados que recebeu no sistema, seja ecg, exame de sangue, Rx, ecografia, tomografia.

Automaticamente o software calcula as porcentagens que o cirurgião precisa para sentar com a família e decidir se vale a pena passar pelo risco de fazer a cirurgia.

Não tem aparelho de ECG?

Como é o laudo do risco cirúrgico?

Avaliação pré-operatória
 
Atesto que este(a) paciente se apresenta com:
a) Baixo risco de sofrer complicações cardiovasculares pelo porte do procedimento de cirurgia de Catarata ( Menos de 1 % ).
b) Baixo risco de sofrer complicações cardiovasculares de acordo com as variáveis clinicas observadas na consulta ( Menos de 3% ).
Variáveis clínicas:
Está em tratamento continuo para Hipertensão arterial sistêmica e Diabetes Mellitus.
Não houve relato de outras doenças.
Medicamentos usados: Losartan, metformina
Exames complementares:
Eletrocardiograma atual: Ritmo sinusal, dentro dos limites da normalidade para a faixa etária.
Demais exames enviados sem alterações significativas.
Recomendações pré-operatórias:
Manter o anti-hipertensivo inclusive no dia da cirurgia, mesmo em NPO.
Suspender o anti-diabético oral no dia de jejum da cirurgia.
Utilizar HGT e insulina regular subcutânea se necessário.
Reintroduzir o anti-hipertensivo e anti-diabético oral assim que tiver via oral liberada no pós-operatório.
No pós-operatório:
Dar preferência ao uso de analgésicos como tramadol, codeína, paracetamol, dipirona ou morfina e evitar uso de anti-inflamatórios hormonais e não hormonais que podem aumentar a pressão.
Observar profilaxia contra embolia sistêmica.

Como a Telemedicina disponibiliza o laudo do risco cirúrgico?

É feito um contrato onde cobra-se pelo valor de cada laudo de risco liberado no sistema.

Porém por se tratar de uma análise mais rápida,  fica pronto em tempo hábil como o eletrocardiograma, ou seja, em 30 minutos.

Então sugerimos que combine sempre para o paciente se preparar para 1 hora entre a consulta e liberação do resultado, ou enviar para o e-mail dele quando liberarmos no sistema.

Como é fornecido o laudo para o paciente levar para o cirurgião

O  modelo de laudo cirúrgico da Telemedicina Morsch é o mais aceito no Brasil, mais completo, porque inclui orientações de correção dos problemas encontrados e descritos no questionário.

Abaixo mostro um exemplo real do cálculo do risco cirúrgico.

risco cirúrgico

Modelo do laudo do risco cirúrgico

Por exemplo, se o paciente é hipertenso e toma medicação e você descreveu no questionário, com pressão acima do normal, nós iremos orientar a mudança na dose para regularizar a pressão para poder operar.

Outro exemplo para você entender, de acordo com o hematócrito enviado poderemos recomendar transfusão sanguínea antes da cirurgia.

Nos casos de diabéticos com glicemia alterada, sugerimos as modificações necessárias.

Nos casos de hipertensos que vão á cirurgia, recomendamos quais medicamentos devem ser usados na analgesia que não aumente a pressão.

Nos casos de pacientes com marcapasso, indicamos como usar o bisturi elétrico.

Nos casos de pacientes com insuficiência cardíaca, recomendamos qual anestésico utilizar.

E assim por diante, vai depender do quadro clinico fornecido no questionário que deve ser o mais completo possível para termos subsídios e informações para ajudar o cirurgião.

Conclusão

Espero que tenha entendido sobre a importância de fazer uma boa avaliação do paciente que vai a cirurgia calculando o risco cirúrgico e se ainda houver alguma dúvida que precise ser respondida, estou aqui para ajudar e agregar valor a sua clinica, afinal, são atividades coletivas que fazem o grupo crescer e todos ganharem com isso.

Em resumo, o que antes era um problema, tanto no sentido da demora em marcar consulta, como também pela incerteza de investir em recursos unicamente para saber se o risco de se submeter a uma cirurgia é grande ou praticamente nulo.

Com a tecnologia e, é claro, aplicação da telemedicina, você já pode oferecer na sua clínica, hospital ou qualquer outro tipo de estabelecimento na área de saúde a modalidade de cálculo do risco cirúrgico online.

Com a telemedicina tornou-se possível enviar arquivos para a nuvem e receber os laudos médicos em minutos, tais como o cálculo de risco cirúrgico e a conduta totalmente a distância, sem nem mesmo a necessidade de marcar uma consulta com um médico cardiologista com antecedência.

Além de muito mais econômico (tanto para a sua clínica como também para o paciente), é desse modo que o sua clínica aposta em diagnósticos e possíveis tratamentos cardíacos de maneira mais precoce, garantida, seguros e rápidos.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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