Aricept: para que serve, receita e como tomar

Por Dr. José Aldair Morsch, 2 de janeiro de 2026
Aricept

Aricept é um dos nomes comerciais da donepezila, substância conhecida pelo uso no tratamento de Alzheimer.

Marcado com tarja vermelha, o medicamento pode ser comprado sob a forma de comprimidos de 5 mg e 10 mg, sempre com retenção de receita.

Confira detalhes sobre indicações, cuidados e regras de prescrição do fármaco nas próximas linhas.

Você ainda vai entender como pedir ou renovar a receita médica online em poucos cliques, usando a plataforma de telemedicina.

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O que é Aricept?

Aricept é uma marca comercial para um remédio antidemencial à base de cloridrato de donepezila.

Embora o uso em doses terapêuticas seja seguro, é preciso seguir o que diz a prescrição médica para evitar efeitos indesejados.

Para que serve Aricept

O medicamento serve para tratar certos quadros de demência.

Seu mecanismo de ação não é totalmente conhecido, mas acredita-se que provoque o aumento da concentração da acetilcolina (substância presente na junção entre células do sistema nervoso) através da inibição reversível de sua quebra pela acetilcolinesterase. 

A acetilcolinesterase é um tipo de enzima que quebra ou inativa a acetilcolina; assim, sua inibição pode contribuir para a melhora dos sintomas de demência.

Geralmente, são necessárias duas semanas de tratamento para que a concentração plasmática (sanguínea) de cloridrato de donepezila alcance o estado de equilíbrio, permitindo a melhora dos sintomas.

Principais indicações

De acordo com a bula da donepezila, disponível para download via bulário da Anvisa, o fármaco é indicado para o tratamento da doença de Alzheimer.

Outras recomendações dependem da avaliação médica.

Como tomar Aricept

Tome os comprimidos de 5 mg e 10 mg por via oral, com a ajuda de um copo de água, com ou sem alimentos.

O ideal é que sejam ingeridos à noite, antes de deitar.

Não mastigue nem corte os comprimidos, e siga sempre a prescrição do seu médico, sem alterar doses ou interromper o tratamento por conta própria.

Segundo a bula do remédio, as doses clinicamente eficazes são 5 e 10 mg, uma vez ao dia, para pacientes com doença leve a moderadamente grave. 

A dose de 10 mg é a dose clinicamente eficaz nos pacientes com doença moderadamente grave a grave. 

A dose inicial é de 5 mg/dia e pode ser aumentada para 10 mg/dia após 4 a 6 semanas. A dose diária máxima é de 10 mg.

Com a descontinuação do tratamento, observa-se diminuição gradativa dos efeitos benéficos de cloridrato de donepezila.

Receita de Aricept

Adiantei, na abertura do artigo, que o Aricept e demais fármacos contendo donepezila seguem regras diferenciadas de prescrição.

O acesso a eles depende da apresentação da receita C1, entregue em duas vias iguais ao final da consulta médica.

Também chamada receita de controle especial, ela tem a primeira via retida pela farmácia no momento da compra.

Enquanto a segunda via é carimbada e devolvida ao comprador, mantendo a orientação médica sobre doses, horários, via de administração e outros detalhes do tratamento sempre à mão.

Essas normas existem porque a donepezila faz parte da lista C1 da Portaria SVS/MS nº 344/1998, que criou o regulamento de remédios controlados no Brasil.

A legislação dividiu as substâncias em grupos que devem atender a determinações específicas para coibir o uso indiscriminado de itens potencialmente perigosos à saúde.

No caso dos antidemenciais, antidepressivos, antipsicóticos, anticonvulsivantes e antiparkinsonianos da lista C1, pode haver impacto no sistema nervoso central, interação medicamentosa e outros riscos.

Daí a necessidade de monitoramento por parte da Anvisa, realizado por meio da receita branca especial, que tem validade de 30 dias contados a partir da prescrição.

O documento pode liberar remédio suficiente para até 60 dias de tratamento.

Ele costuma ser emitido durante a consulta com neurologista ou geriatra, que pode ser presencial ou via teleconsulta.

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Dúvidas frequentes sobre Aricept

Nesta seção, você acompanha respostas para as principais questões referentes ao Aricept e seu princípio ativo.

Quais os efeitos colaterais do Aricept?

Diarreia, cefaleia (dor de cabeça), náusea e quedas são as reações adversas mais frequentes durante o tratamento com esse fármaco.

Outros efeitos comuns são:

  • Dores
  • Acidentes
  • Fadiga
  • Desmaios
  • Vômitos
  • Anorexia
  • Cãibras
  • Insônia
  • Tontura
  • Sonhos anormais
  • Resfriado comum
  • Distúrbios abdominais.

Mais raramente, podem ocorrer alucinações, agitação, convulsão, hepatite (inflamação do fígado), hemorragia gastrintestinal (sangramento no estômago ou intestino) e outras reações moderadas a graves.

Procure ajuda médica se perceber sintomas intensos ou graves.

Qual o genérico do remédio Aricept?

Versões genéricas recebem o nome do princípio ativo do remédio.

No caso do Aricept, é o cloridrato de donepezila.

Quem não pode tomar Aricept?

O remédio é contraindicado para:

  • Pessoas alérgicas ao cloridrato de donepezila, a derivados de piperidina ou a qualquer componente da formulação
  • Mulheres grávidas ou amamentando, salvo sob orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não existem estudos adequados e bem controlados para documentar a segurança e a eficácia de cloridrato de donepezila em qualquer tipo de doença que ocorra em crianças.

Tem donepezila pelo SUS?

Sim, o Sistema Único de Saúde disponibiliza a donepezila para pacientes com formas leves, moderadas e graves de Alzheimer.

O fármaco faz parte do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Alzheimer, junto a remédios como a memantina, para quadros graves, e a rivastigmina e galantamina, para quadros leves e moderados.

Conclusão

Gostou de saber mais sobre o Aricept?

Então, aproveite para investir no uso seguro desse remédio, fugindo da automedicação, que pode mascarar sintomas e até agravar seu quadro de saúde.

Na dúvida sobre sintomas de demência, consulte um médico para receber o diagnóstico e tratamento corretos.

Essa tarefa fica fácil com a consulta de telemedicina, que requer apenas um dispositivo com acesso à internet.

Vá até a página de agendamentos e use o campo de busca avançada para visualizar uma lista de médicos, datas e horários disponíveis e agendar sua teleconsulta na plataforma Morsch.

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Depois, é só aguardar pela chegada da sua nova receita digital por e-mail.

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Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin