Tipos de depressão: entenda quais são e como é feito o diagnóstico

Por Dr. José Aldair Morsch, 29 de dezembro de 2025
Tipos de depressão

Sabia que existem diferentes tipos de depressão?

Conhecer melhor cada um deles ajuda no diagnóstico dessa doença mental que, ao contrário do que se imaginava em um passado recente, nem sempre provoca sintomas intensos.

Há formas mais brandas, como a distimia, ou ligadas a períodos específicos, como o transtorno disfórico pré-menstrual.

Continue a leitura para entender as principais características, como se dá o diagnóstico e quais as alternativas para buscar ajuda profissional, incluindo a comodidade da consulta online.

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Quais são os tipos de depressão?

Transtorno de humor que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a depressão pode ser classificada conforme diferentes quesitos.

Um exemplo é a diferenciação entre um distúrbio leve, moderado ou grave.

Contudo, uma das classificações mais completas consta no DSM-5 (quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).

Criado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA) para padronizar os critérios diagnósticos das desordens mentais, o manual dedica um capítulo inteiro aos transtornos depressivos, citando oito tipos de depressão.

Duas classificações são amplas: outro transtorno depressivo especificado e transtorno depressivo não especificado. 

Ambas compreendem casos que não se enquadram nos critérios dos seis tipos de depressão principais

São eles:

Transtorno disruptivo da desregulação do humor (TDDH)

Trata-se de um distúrbio que afeta crianças, tornando seu humor predominantemente irritadiço.

Segundo a definição do DSM-5, esses pacientes reagem a estímulos ambientais de forma desproporcionalmente ríspida ou mesmo agressiva, com explosões de temperamento graves e recorrentes, surgindo mais de duas vezes por semana.

Formas de depressão

Apenas médicos podem diagnosticar doenças, incluindo a depressão e seus tipos

Transtorno depressivo maior 

Esse é o tipo prevalente e mais conhecido, comumente chamado apenas de depressão.

Ele é caracterizado por pelo menos um episódio depressivo maior, quando a pessoa apresenta humor deprimido ou perda de interesse ou prazer nas atividades na maior parte dos dias, por pelo menos duas semanas consecutivas.

Além dessa condição, o paciente sofre com ao menos quatro dos sintomas abaixo:

  • Anedonia (perda de interesse/prazer)
  • Redução ou aumento do apetite
  • Alterações do sono, como insônia ou hipersonia (quando a vontade de dormir aumenta muito)
  • Pessimismo associado a sentimentos de culpa ou inutilidade
  • Baixa autoestima
  • Agitação ou retardo psicomotor
  • Ideação suicida e pensamentos constantes sobre a morte
  • Problemas de concentração.

Outro tipo de depressão é chamado de distimia.

Transtorno depressivo persistente (distimia)

Na distimia, os sintomas são mais leves, combinando irritabilidade e mau humor crônico que permanecem por pelo menos 2 anos – ou um ano, entre crianças e adolescentes.

O paciente ainda apresenta dois ou mais dos seguintes sintomas:

  • Alterações no apetite
  • Distúrbios do sono (insônia ou hipersonia) 
  • Fadiga ou baixa energia
  • Baixa autoestima
  • Dificuldade para se concentrar ou tomar decisões
  • Sentimentos de desesperança.

As mulheres também devem ter atenção ao chamado TDPM, como explico a seguir.

Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM)

Esse é um distúrbio cíclico que costuma surgir de 5 a 7 dias antes da menstruação, e desaparecer 2 ou 3 dias depois do início do sangramento mensal.

Diferentemente da tensão pré-menstrual, o transtorno disfórico causa sintomas graves e intensos, que geram incapacidade temporária para o trabalho e outras atividades sociais.

As mulheres com TDPM apresentam pelo menos um dos sinais abaixo:

  • Irritabilidade/tensão
  • Raiva/temperamento explosivo
  • Ansiedade/nervosismo
  • Depressão/tristeza profunda
  • Humor e afeto instáveis.

Também podem surgir dor de cabeça, enjoo, vertigem, sensação de fadiga e desânimo, dificuldade de concentração, insônia ou hipersonia, entre outras manifestações físicas.

Transtorno depressivo induzido por substância/medicamento

O uso de drogas lícitas ou ilícitas como anfetaminas, betabloqueadores, corticoides e álcool pode desencadear transtornos depressivos.

Isso porque as substâncias têm efeito tóxico ao sistema nervoso central (SNC).

A depressão também pode aparecer durante o período de abstinência.

Transtorno depressivo devido a outra condição médica

Doenças do sistema nervoso, endócrino, câncer e deficiências nutricionais podem contribuir para o desenvolvimento de um transtorno depressivo.

Algumas condições a se considerar são:

Continue lendo para entender como funciona o diagnóstico dos diferentes tipos de depressão.

Tipo de depressão

O psicólogo também tem papel fundamental para o tratamento, utilizando técnicas não medicamentosas

Como diagnosticar o seu tipo de depressão?

Apenas médicos podem diagnosticar doenças, incluindo a depressão e seus tipos.

Especialmente porque esses transtornos têm diagnóstico clínico e complexo, exigindo uma avaliação dos sintomas, períodos e intensidade, além de prejuízos na vida profissional e pessoal do indivíduo.

Bem como uma análise do histórico do paciente, a fim de verificar possíveis causas e comorbidades com sintomas semelhantes à depressão.

Geralmente, é preciso conduzir um diagnóstico geral, excluindo outras condições para confirmar o tipo de depressão e estabelecer uma estratégia eficaz de tratamento.

Portanto, o primeiro passo para identificar o transtorno é ser atendido por um psiquiatra, que é o médico especialista em saúde mental.

Evite práticas perigosas como o autodiagnóstico e a consequente automedicação, que podem atrasar os cuidados médicos ou até agravar seu quadro clínico.

Como mencionei acima, em certos casos, o uso de remédios por conta própria é capaz de provocar sintomas depressivos.

A dica, então, é seguir sempre a orientação médica, dada presencialmente ou via consulta de telemedicina, que permite a assistência médica sem sair de casa.

Saiba mais a seguir.

Como funciona a consulta online com psicólogo ou psiquiatra?

Embora as doenças mentais sejam diagnosticadas pelo psiquiatra, muitas vezes, há grande colaboração do psicólogo, que pode detectar mudanças no comportamento durante as sessões de terapia.

O psicólogo também tem papel fundamental para o tratamento da depressão, utilizando técnicas não medicamentosas para promover ajustes no estilo de vida, nos pensamentos e na gestão das emoções.

Tanto o psiquiatra quanto o psicólogo podem ser contatados através da consulta por videoconferência, conectando-se a pacientes geograficamente distantes.

Basta ter um dispositivo com internet – computador, notebook, tablet ou smartphone – para receber o teleatendimento em poucos cliques.

Durante a conversa, o profissional conduz uma anamnese completa, entrevistando o paciente e aplicando questionários para verificar seu estado de saúde mental.

No caso do psiquiatra, também é feita uma observação do aspecto físico, e o médico pode solicitar exames complementares e fazer a prescrição eletrônica durante a teleconsulta.

Isso porque a sala virtual onde ela é realizada possui ferramentas para a emissão de documentos como a receita digital, encaminhamento, atestado online e muito mais.

A comodidade já começa na marcação da teleconsulta na plataforma Morsch, que pode ser feita a qualquer hora do dia ou da noite.

É só acessar a página de agendamentos e usar o campo de busca avançada para encontrar o profissional, datas e horários disponíveis.

Conclusão

Agora que conhece os diferentes tipos de depressão, você pode ficar atento aos sintomas e procurar ajuda profissional de maneira precoce.

Conte com a Telemedicina Morsch para manter os cuidados de saúde mental em dia.

Acompanhe também nosso blog para descobrir outros conteúdos sobre saúde e bem-estar.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin