Enjoo constante: entenda as possíveis causas e saiba o que fazer
Sentir enjoo constante não é normal, ainda que seja um incômodo leve e não provoque vômito.
Maus hábitos alimentares e viagens longas frequentes estão entre as causas mais comuns, porém, a náusea pode indicar uma doença de fundo.
Principalmente quando surge junto a sintomas associados, como febre, dor no peito ou fortes dores na barriga.
Nesses casos, você deve procurar ajuda médica para receber os cuidados necessários.
Conheça outros sinais de alerta, possíveis origens e o que fazer quando o enjoo é constante nas próximas linhas.
Uma dica é contar com a praticidade da telemedicina para obter orientação médica online com rapidez.
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O que pode ser enjoo constante?
Sentir enjoo, náusea ou vontade de vomitar pode ser apenas um sintoma passageiro, reflexo de certos tratamentos médicos ou representar uma doença.
Afinal, esse sinal incômodo é inespecífico, podendo se relacionar a centenas de condições de saúde.
Veja detalhes das principais a seguir.
1. Má alimentação
Refeições ricas em gordura e açúcar podem provocar enjoo devido à dificuldade na digestão, mas o sintoma passa depois de algumas horas.
Quando é recorrente, a náusea pode sinalizar gastroenterite, uma doença decorrente da ingestão de líquidos ou alimentos contaminados por vírus, bactérias, parasitas ou protozoários.
Também chamada intoxicação alimentar, essa condição costuma vir acompanhada por diarreia, vômitos e mal-estar.
Outro problema que pode estar na raiz do enjoo constante é a intolerância alimentar, que provoca, ainda, dor e inchaço abdominal, acúmulo de gases e diarreia ou constipação.

Sentir enjoo, náusea ou vontade de vomitar pode ser apenas um sintoma passageiro
2. Enjoo de movimento
O mal-estar e enjoo enquanto lê ou assiste a um vídeo em um veículo em movimento é chamado cinetose, e costuma passar um pouco depois que a viagem se encerra.
Sua origem está na confusão entre sinais enviados ao cérebro a respeito do movimento, que é percebido pelo labirinto (localizado no ouvido interno).
Simultaneamente, o ato de estar sentado e parado é percebido pela visão e propriocepção (percepção espacial ou cinestesia), o que resulta em informações conflitantes que causam enjoo.
3. Gravidez
O aumento da circulação de hormônios como a progesterona pode causar enjoo e vômitos nas gestantes, especialmente durante as manhãs do primeiro trimestre.
Porém, se o quadro se mantiver depois desse período, pode caracterizar a hiperêmese gravídica, necessitando da avaliação do obstetra para evitar complicações de saúde.
4. Refluxo gastroesofágico
Caracterizado pelo retorno do conteúdo ácido do estômago pelo esôfago (tubo que conecta o estômago à boca), o refluxo gastroesofágico é outra doença que costuma desencadear enjoo constante.
Além disso, pode causar queimação na garganta e estômago, dor no estômago, azia e tosse seca.
Outras patologias do sistema digestivo, como úlcera gástrica (feridas no estômago), gastroparesia (redução dos movimentos estomacais), colelitíase (pedra na vesícula) e obstrução intestinal (bloqueio do intestino por fezes) também podem ocasionar náuseas.
5. Enxaqueca
A dor de cabeça latejante e, por vezes, incapacitante, costuma apresentar sintomas associados como enjoo, sensibilidade à luz e alterações visuais (conhecidas como aura).
Outras doenças do sistema nervoso também podem desencadear náusea, a exemplo da labirintite ou inflamação do labirinto – área responsável pelo equilíbrio.
Nesse cenário, o paciente pode perceber vertigem, tontura, zumbidos, vômitos e enjoo decorrente da vertigem.
6. Transtornos mentais
Ansiedade, situações de estresse elevado e outros distúrbios podem se manifestar através de sintomas físicos.
Palpitação, dificuldade para respirar, suor frio, enjoo e diarreia são alguns exemplos.
7. Efeito de medicamentos
Certos tratamentos com remédios fortes, como quimioterápicos, costumam irritar o estômago, levando ao enjoo constante.
O uso de antibióticos, anti-inflamatórios, corticoides, antidepressivos e até anticoncepcionais também pode gerar esse efeito colateral.
Converse com seu médico caso esteja utilizando algum fármaco e evite a automedicação, pois a náusea é uma reação adversa relacionada a vários remédios.
O que fazer em caso de enjoo constante?
Nos casos leves, medidas simples como adotar uma dieta pobre em gordura, sal e açúcar, tomar líquidos aos poucos, reduzir o estresse e evitar ler ou assistir a vídeos durante uma viagem podem prevenir ou aliviar o enjoo.
Entretanto, é preciso procurar ajuda médica quando o sintoma se mantém por mais de alguns dias ou aparece junto a outras manifestações clínicas.
Fique atento aos sinais de alerta que devem motivar uma visita ao pronto-socorro mais próximo:
- Cólicas abdominais intensas
- Vomitar sangue
- Perda de peso sem razão aparente
- Sangue nas fezes, que pode se apresentar na forma de fezes escurecidas
- Febre
- Falta de ar
- Dor no peito
- Confusão mental.
Já os sintomas de doenças de fundo podem ser avaliados pelo clínico geral ou pediatra (para crianças e adolescentes), se forem inespecíficos.
Sinais de doenças do sistema digestivo podem ser analisados pelo gastroenterologista, enquanto a suspeita de doenças do sistema nervoso pode ser confirmada pelo neurologista.
Gestantes devem sempre consultar o obstetra, e manifestações intensas de distúrbios psíquicos pedem uma consulta de psiquiatria.

É preciso procurar ajuda médica quando o sintoma se mantém por mais de alguns dias
Como marcar consulta online com gastroenterologista?
Como vimos, muitos casos de enjoo constante são provocados por doenças intestinais e do estômago, que são diagnosticadas e tratadas pelo médico especialista em Gastroenterologia.
Quadros graves devem ser avaliados presencialmente, enquanto os demais podem ter a investigação iniciada pela consulta de telemedicina, que também é útil no monitoramento do tratamento prescrito.
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Conclusão
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