Queimação na garganta: o que pode ser esse sintoma e o que fazer?

Por Dr. José Aldair Morsch, 7 de janeiro de 2022
Queimação na garganta

A sensação de queimação na garganta é relativamente comum e, em geral, indicativa de problemas gástricos.

Na maior parte dos casos, esse é um sintoma relacionado aos ácidos produzidos no estômago que, sendo assim, provocam irritação nos tecidos fora desse órgão.

Aliás, segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, mais da metade dos brasileiros sofre de refluxo, uma das possíveis causas de queimação na garganta.

Embora não seja considerado um sintoma grave, esse é um problema que demanda tratamento, já que interfere no bem-estar e na qualidade de vida.

Neste texto, vou mostrar como agir caso a sua garganta esteja sendo afetada pela acidez.

Queimação na garganta: o que pode ser?

Secura e queimação na garganta são, para os gastroenterologistas, sinais de problemas em outro órgão, o estômago.

Afinal, é nele que são produzidos os ácidos responsáveis por decompor os alimentos que ingerimos – que, por sua vez, podem “transbordar” para a faringe e a traquéia.

Em geral, a queimação é seguida da ingestão de alimentos pesados, sejam eles ácidos ou ricos em gordura.

Como são mais difíceis de digerir ou aumentam naturalmente a acidez, é comum que eles provoquem azia.

De qualquer forma, também é consenso entre especialistas que a pirose na garganta é um problema inespecífico, podendo se apresentar como sintoma de diversos outros problemas.

Um deles pode ser até mesmo uma simples obstrução no nariz que, como tal, leva à respiração bucal que, em consequência, provoca ressecamento e queimação nas vias aéreas.

Queimação na garganta na gravidez é normal?

Sim, é bastante normal e a principal causa desse problema são as alterações anatômicas pelas quais toda gestante tem que passar.

Com o desenvolvimento do bebê, o estômago, assim como outros órgãos, acaba sendo deslocado e, dessa forma, todo o fluxo gástrico é alterado.

Não por acaso, as mulheres grávidas sofrem frequentemente de problemas como azia, inchaço, arrotos e queimação na garganta em razão do refluxo.

Ainda que não seja uma condição grave ou que ofereça riscos para o bebê, em certos casos é possível que o médico prescreva medicamentos para aliviar o desconforto.

Cabe destacar que os problemas gástricos em geral se intensificam a partir da 26ª semana de gestação, até mesmo em mulheres que já os apresentavam antes.

Qual é a diferença entre azia e queimação?

Ainda que sejam problemas interligados, azia e queimação não são a mesma coisa.

Como vimos, a queimação na garganta é uma das possíveis consequências da azia, esse sim, um problema mais específico.

Embora seja considerada um sintoma leve, normalmente associado à ingestão de alimentos ácidos ou mais pesados, a azia prolongada e intensa pode sinalizar distúrbios mais graves.

No entanto, quase sempre o problema está ligado ao refluxo esofágico, cuja origem está na parte mais baixa do estômago.

O mais comum é que ela passe poucas horas depois da refeição. 

Contudo, se a azia permanecer por mais tempo, pode indicar lesões no esôfago e, em certos casos, em órgãos sem relação com o sistema digestivo.

De qualquer forma, azia é um problema que acomete o estômago, que, por sua vez, pode levar ou não à sensação de queimação na garganta.

O que fazer para acabar com a queimação na garganta

Cabe ressaltar, ainda, que existem certos fatores de risco para a azia e queimação na garganta, tais como:

  • Estresse
  • Ingestão de álcool (não necessariamente em grandes quantidades)
  • Tabagismo 
  • Obesidade
  • Hérnia de hiato 
  • Medicamentos como anti-hipertensivos
  • Gravidez.

Contudo, o problema da queimação está diretamente ligado aos hábitos alimentares que, como tais, podem levar ao mau funcionamento do estômago.

Por estar quase sempre associada a disfunções digestivas, é recomendado que a azia e a queimação sejam tratadas por um médico gastroenterologista.

Azia e queimação

É comum que alimentos pesados, sejam eles ácidos ou ricos em gordura, causem azia e desconforto

Outro ponto importante é que, sendo um problema considerado menos grave, é comum as pessoas se automedicarem. 

Agindo assim, elas podem estar simplesmente minimizando um sintoma, enquanto a real causa da queimação permanece sem tratamento.

O ideal para acabar com a queimação, quando prolongada, é buscar a orientação de um especialista para que seja feito o diagnóstico e prescrito o tratamento certo.

Quando procurar um médico?

Existem duas situações em que a consulta médica é indicada em casos de queimação na garganta.

Uma, quando o problema se mostra persistente, agravando-se com o tempo, o que pode indicar o chamado refluxo laringofaríngeo. 

Por se tratar de um problema mais grave, ele pode provocar não só a sensação de acidez e queimação, como alterações na voz.

O segundo caso é quando a queimação está associada a fatores de risco, tais como os listados acima.

Então, se a pessoa estiver acima do peso, ingerir bebidas alcoólicas, for fumante ou, no caso das mulheres, estiver em plena gestação, o apoio médico é o mais indicado.

Nunca é demais lembrar que a automedicação é sempre contraindicada, já que seu efeito pode ser meramente paliativo, quando não agrava o problema.

Sensação de queimação

Tanto a azia quanto a queimação na garganta tem origem na parte baixa do estômago

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Conclusão

A queimação na garganta pode não ser nada grave como pode também indicar problemas estomacais mais sérios.

Na dúvida, o melhor a fazer é buscar a orientação de um especialista – o que, com a Morsch, pode ser feito sem precisar se deslocar até uma clínica.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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