Herpes genital: saiba tudo sobre sintomas, transmissão e tratamento
Tem dúvidas sobre a herpes genital?
Uma das suas principais manifestações é o surgimento de pequenas bolhas na área pélvica e regiões próximas, como ânus e coxas.
No entanto, nem sempre há sintomas dessa doença viral, o que pede cuidados para prevenir o contágio.
Falo sobre eles ao longo do artigo, junto a informações sobre a transmissão, diagnóstico e tratamento da patologia, que começa durante a consulta médica.
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O que é herpes genital?
Herpes genital é uma infecção sexualmente transmissível (IST) comum.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta 1 em cada 5 ou 846 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos no mundo.
Uma vez adquirido, o vírus da herpes genital permanece no organismo, desencadeando episódios sintomáticos intercalados a períodos de latência (quando o vírus fica adormecido).
O que causa herpes genital?
O agente causador mais comum é o vírus herpes simplex tipo 2 (HSV-2), conhecido por provocar feridas na região genital.
Mas casos desencadeados pelo herpes simplex tipo 1 (HSV-1), comumente relacionado à herpes oral ou labial, vêm aumentando nos últimos anos.

Há possibilidade desse aumento estar relacionado à popularização do sexo oral, que permite que o HSV-1 entre em contato com a área pélvica.
Para dar uma ideia do problema, a OMS estimou que cerca de 376 milhões de pessoas de 15 a 49 anos tinham infecção genital por HSV-1 em 2020. Para 2016, a estimativa variava entre 122 milhões e 192 milhões.

A transmissão decorre do contato direto com lesões na pele ou mucosas (áreas úmidas do corpo)
Como se pega herpes genital
Em geral, a transmissão decorre do contato direto com lesões na pele ou mucosas (áreas úmidas do corpo), que têm alta quantidade de vírus.
Nesse cenário, o sexo vaginal, anal ou oral desprotegido é uma das principais formas de contágio pelo HSV-2 ou HSV-1.
Contudo, nem sempre a transmissão resulta de uma relação sexual.
O simples contato com feridas na genitália, ânus, coxas, barriga ou mesmo com secreções vaginais, penianas, anais ou orais de uma pessoa infectada pode ser suficiente para contrair o vírus.
Quais os sintomas de herpes genital?
Algumas vezes, a IST pode ser assintomática ou estar no período de latência.
Porém, as crises costumam provocar sintomas como:
- Coceira e formigamento
- Febre
- Dor de cabeça
- Mal-estar
- Linfonodos aumentados (ínguas)
- Úlceras ou bolhas dolorosas contendo líquido
- Vermelhidão e inchaço
- Sensibilidade na região genital
- Dor e ardência ao urinar.
A quantidade e intensidade dos sintomas podem variar conforme os episódios, com a primeira crise mais intensa.
Formigamento, coceira, dor e ardência na pele ou mucosa são os primeiros sinais de uma crise, seguidos por febre, dor de cabeça, mal-estar e o surgimento de ínguas.

Após 12 a 24 horas, aparecem pequenas lesões agrupadas em uma área avermelhada, que evoluem para as úlceras genitais em 2 ou 3 dias.
O ciclo de sintomas pode durar até 3 semanas, com manifestações intensas ao final da primeira semana.
Como saber se tenho herpes genital?
Caso você apresente algum dos sintomas que descrevi acima ou tenha tido contato recente com uma pessoa infectada pelo vírus herpes simplex, procure ajuda médica.
Durante a consulta, o profissional fará a anamnese ou entrevista, a fim de conhecer o histórico do paciente, alergias, comorbidades e as queixas de saúde atuais.
Depois, ele realizará o exame físico para identificar sinais de herpes genital, com destaque para lesões típicas.
Mas elas nem sempre estão presentes, o que pode motivar a solicitação de exames complementares para confirmar ou afastar a hipótese diagnóstica.
Um exemplo é a cultura viral, feita a partir da análise de uma amostra de tecido ou secreção coletada na região genital.
Exames de sangue para detectar anticorpos e teste PCR para identificar o DNA viral são outras alternativas disponíveis.
Quanto tempo dura a herpes genital?
Essa é uma infecção crônica, que dura a vida toda.
Porém, existem diferentes fases da doença, incluindo os períodos de latência, quando não há sintomas e o vírus está adormecido.
Nessas ocasiões, a pessoa pode ficar meses ou até anos sem qualquer manifestação da herpes genital.
E isso pode continuar até que ocorra uma queda na imunidade devido a gatilhos como a exposição excessiva ao sol, estresse intenso, menstruação, alterações hormonais ou mesmo outras infecções.
Então, o vírus é reativado e começa a manifestar sintomas como formigamento, coceira e desconforto na região genital.
Em seguida, surgem as vesículas pequenas e agrupadas, que podem se tornar úlceras dolorosas com crostas.
As feridas se rompem durante o processo de evolução e cicatrização, que pode se estender por 3 semanas ou até mais tempo, se o paciente for imunossuprimido (tiver o sistema imunológico enfraquecido por outra condição de saúde, como a Aids).
A crise costuma durar menos tempo quando é feito o tratamento correto, levando à cicatrização completa das lesões.
Isso não significa a cura da doença, como explicarei no tópico abaixo.

O ciclo de sintomas pode durar até 3 semanas, com manifestações intensas ao final da primeira semana
Herpes genital tem cura?
Herpes genital não tem cura, mas tem tratamento.
Após uma crise, o vírus herpes simplex fica adormecido nas células nervosas, mas não chega a ser eliminado.
O tratamento pode ser episódico ou supressivo, conforme avaliação médica.

Também é importante adotar medidas preventivas para evitar o contato com esse agente patológico, as quais incluem:
- Usar preservativo em todas as relações sexuais, sejam elas vaginais, orais ou anais
- Não tocar lesões na pele ou mucosas de outras pessoas
- Não compartilhar objetos íntimos como escovas de dente e protetor labial
- Manter hábitos saudáveis para aumentar a imunidade, a exemplo de uma dieta balanceada, exercícios físicos regulares e boas noites de sono.
Investindo nessas boas práticas, dá para prevenir complicações da herpes genital, como retenção urinária, problemas no fígado, pulmão e nas meninges (membranas que protegem o sistema nervoso central).
Apesar de raras entre adultos, elas são mais preocupantes quando uma gestante contrai herpes genital, podendo sofrer aborto ou transmitir a doença ao bebê em formação.
A infecção intrauterina pode desencadear inchaço no feto (hidropsia fetal), cicatrizes na pele, doenças oculares graves, meningite, microcefalia e outras condições.
Outro perigo é o contágio do recém-nascido durante o trabalho de parto, que pode causar doenças e é potencialmente fatal.
Como tratar herpes genital?
O tratamento é iniciado logo após o diagnóstico, podendo ser conduzido pelo médico infectologista, especialista em doenças infecciosas.
Mas o ginecologista (especialista em condições que afetam o sistema reprodutor feminino) e o urologista (especialista em doenças do aparelho urinário e reprodutor masculino) também podem tratar a herpes genital.
O tratamento é feito principalmente com antivirais sistêmicos, enquanto antivirais tópicos apresentam benefício clínico mínimo.
Os medicamentos diminuem a carga viral no organismo, reduzindo a intensidade e o tempo de duração das crises.
Já antibióticos somente são indicados se houver infecção bacteriana secundária.
Práticas que ajudam a aumentar a imunidade são recomendadas pelos profissionais, a fim de diminuir a recorrência de episódios sintomáticos.
Também é válido reforçar a higienização local para aliviar os sintomas.
Fale com um médico online
O diagnóstico de herpes genital pede uma avaliação física, porém, a avaliação de exames e o acompanhamento médico podem ser feitos via consulta de telemedicina.
Basta usar um dispositivo conectado à internet e seguir o passo a passo para marcar uma teleconsulta na plataforma Morsch:
- Acesse a página de agendamentos
- Use o campo de busca avançada para selecionar a especialidade desejada, ou escolha o profissional de sua preferência
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Perguntas frequentes sobre herpes genital
Nesta seção, esclareço outros questionamentos comuns sobre a doença. Confira:
Qual o primeiro sinal da herpes genital?
Formigamento, coceira, dor e ardência na pele ou mucosa estão entre as manifestações iniciais da infecção, que surgem de 10 a 15 dias após o contato com o vírus herpes simplex.

Quanto tempo dura o vírus da herpes genital?
As crises podem durar até 3 semanas, se não houver tratamento. O uso da medicação correta tende a diminuir a duração do episódio para alguns dias.
Como fica a parte íntima com herpes?
A área infectada pode apresentar vermelhidão, coceira e maior sensibilidade, bem como pequenas vesículas ou bolhas contendo líquido.
O que faz piorar a herpes genital?
Períodos de queda na imunidade abrem espaço para episódios sintomáticos da doença, podendo ser desencadeados por exposição excessiva ao sol, alterações hormonais, traumas na área genital, estresse, infecções ou uso de certos remédios, como os corticoides.
Conclusão
Espero ter tirado suas dúvidas sobre o herpes genital.
Conte com a praticidade da teleconsulta para manter os cuidados de saúde em dia.
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Referências bibliográficas
https://g1.globo.com/saude/noticia/2025/02/10/entenda-por-que-os-casos-de-herpes-genital-estao-aumentando-e-veja-como-se-proteger.ghtml
https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/11/17/herpes-genital-como-evitar-essa-ist-incuravel-e-as-formas-de-trata-la.htm
https://www.febrasgo.org.br/noticia/herpes-simples/
https://aps-repo.bvs.br/aps/qual-a-diferenca-entre-herpes-labial-e-herpes-genital/
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist
https://saude.abril.com.br/medicina/herpes-genital/