Medo e ansiedade: diferença, sintomas, causas e abordagens de tratamento
Medo e ansiedade costumam andar de mãos dadas.
Ambos surgem diante de ameaças presentes ou futuras, desencadeando reações úteis para fugir ou lutar.
No entanto, essas reações são capazes de provocar sofrimento intenso quando se tornam desproporcionais ou crônicas, pedindo a avaliação de um profissional de saúde para que sejam tratadas.
Explico melhor sobre a diferença, possíveis causas, sintomas de medo e ansiedade e quando procurar ajuda médica ou psicológica.
Você pode receber essa assistência sem sair de casa, via telemedicina.
Qual a diferença entre medo e ansiedade?
Muitas vezes, medo e ansiedade aparecem simultaneamente, mas isso não significa que sejam a mesma coisa.
Ambos são estados emocionais, mas existe diferença no tipo de estímulo que os provoca.
Afinal, o medo é resposta a um perigo imediato, como um automóvel desgovernado ou um animal raivoso.
Nesse cenário, o hormônio adrenalina é liberado em grande quantidade, dando forças para correr rapidamente, localizar uma arma ou um esconderijo.
Já a ansiedade surge diante de uma ameaça futura, ou seja, é uma preocupação antecipada com algo que pode, ou não, acontecer.
Ela serve para incentivar a preparação e evitar um desfecho desagradável, colocando o corpo em estado de tensão para que aja com rapidez.
Quando normais, medo e ansiedade são passageiros, desaparecendo assim que a situação se resolve – o que costuma gerar alívio.

Em quadros graves ou períodos de crise, pode ser necessário adicionar medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos
Quais os sintomas de medo e ansiedade?
Alguns sintomas comuns em situações de medo e ansiedade são:
- Sudorese ou aumento do suor nas mãos, pés e outras partes do corpo
- Pernas trêmulas
- Sensação de nervosismo
- Coração acelerado.
Como mencionei acima, eles tendem a passar quando a ameaça não está mais presente.
Entretanto, é preciso estar atento aos sinais de alerta para agravos como o transtorno do pânico, que pode se manifestar através de:
- Palpitação e respiração acelerada
- Falta de ar
- Tontura
- Dor no peito
- Suor frio
- Formigamento
- Tremores por todo o corpo
- Extremo medo de morrer, se ferir ou perder o controle
- Calafrios ou ondas de calor
- Desmaio ou vômito.
A seguir, comento sobre as causas desse desconforto.
O que causa medo e ansiedade?
O medo é uma reação natural diante de uma ameaça imediata.
Já a ansiedade antecipa preocupações com o futuro, podendo aparecer devido a um evento importante, como vestibular, entrevista de emprego ou uma cirurgia.
Porém, existe a ansiedade patológica, manifesta através de transtornos que mantêm a pessoa em estado de estresse constante.
Esses quadros são causados por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais.
Geralmente, o paciente tem predisposição genética ou enfrenta um desequilíbrio de certos neurotransmissores no cérebro, fazendo com que reações de preocupação e medo sejam disparadas sem que haja um perigo real.
Eventos traumáticos intensificam essa condição, e podem levar à crise de ansiedade quando há um gatilho que remeta ao trauma.
Sem tratamento, a ansiedade pode evoluir para doenças mentais de maior gravidade, como o transtorno do pânico (TP) e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Como controlar o medo e a ansiedade?
Em casos leves, medo e ansiedade podem ser controlados com medidas simples, por exemplo:
- Fazer exercícios de respiração, inspirando lentamente pelo nariz e expirando devagar pela boca
- Praticar uma atividade física prazerosa, como caminhada no parque, natação ou dança
- Evitar a ingestão de álcool e de substâncias estimulantes, como cafeína e nicotina
- Praticar meditação e outros exercícios que focam no momento presente
- Tomar um chá calmante
- Diminuir o tempo de tela e nas redes sociais
- Conversar com uma pessoa de confiança
- Participar de grupos de apoio para traumas e outras situações complexas
- Buscar ajuda profissional caso as crises e sintomas se intensifiquem ou se tornem frequentes.
Também há a opção de buscar tratamento com remédios, como explico a seguir.
Remédio para medo e ansiedade
Em quadros graves ou períodos de crise, pode ser necessário adicionar medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos para o controle da ansiedade patológica.
Muitos deles são remédios controlados, devendo ser usados com cautela e somente sob prescrição médica, após passar por uma consulta de psiquiatria.
Cabe ao psiquiatra estabelecer o fármaco, doses e período de tratamento adequados para cada paciente.
Jamais recorra à automedicação, pois ela pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico e até prejudicar a saúde, pois todo medicamento tem seus riscos.
Importante lembrar que, mesmo nos casos graves, o tratamento pode contemplar remédios, terapia e a adoção de hábitos saudáveis, a exemplo de dieta balanceada e atividade física regular.
Combinar recomendações medicamentosas e não medicamentosas eleva as chances de sucesso no controle da ansiedade.

Esses quadros são causados por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, psicológicos e ambientais
Como funciona a teleconsulta com psiquiatra ou psicólogo?
A teleconsulta funciona dentro de uma sala virtual, hospedada na plataforma de telemedicina.
Esse software em nuvem é acessível a partir de qualquer dispositivo conectado à internet, desde que o usuário tenha seu próprio login e senha.
Uma vez logados, profissional de saúde e paciente se encontram virtualmente para a realização da anamnese, uma entrevista roteirizada que permite compartilhar queixas de saúde.
Traumas vivenciados, sintomas e quando se iniciaram, história familiar de distúrbios mentais e outras informações relevantes são comentadas durante o teleatendimento.
Bem como alergias, medicamentos em uso, comorbidades e detalhes do histórico do paciente.
No caso do atendimento médico online, são observados aspectos da fala, movimentos, disposição e resultados de exames anteriores previamente enviados através do sistema de teleconsulta.
Por fim, o psiquiatra pode pedir exames complementares ou avançar para o diagnóstico e a prescrição do tratamento.
Já o psicólogo pode aplicar técnicas de psicoterapia, terapia cognitivo-comportamental (TCC) e outras, além de aconselhar o paciente e dar o encaminhamento ao psiquiatra, quando necessário.
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Conclusão
Medo e ansiedade podem ser respostas normais a situações de perigo, mas há casos em que se tornam patológicos.
A dica é prestar atenção às suas características e buscar ajuda profissional quando esses estados emocionais prejudicarem a rotina.
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