Crise de ansiedade: entenda as causas e sintomas e saiba o que fazer

Por Dr. José Aldair Morsch, 30 de janeiro de 2024
Crise de ansiedade

Qualquer pessoa pode apresentar um tipo de comportamento ansioso em determinadas situações da vida, porém, uma crise de ansiedade indica que o problema é mais sério.

Isso porque quadros críticos manifestam sintomas psicológicos e físicos, que podem trazer sérias consequências ao indivíduo, além do risco de uma condição crônica.

Sempre que uma crise surgir, é sinal de que um psiquiatra deve ser procurado, especialmente se os sintomas de ansiedade gerarem impedimentos no dia a dia ou se repetirem com frequência.

Neste texto, explico o que é crise de ansiedade, como diferenciá-la de ataques cardíacos, de que forma é possível reconhecê-la e quais são os principais sintomas, intervenções, tratamentos e meios de prevenção.

Apresento ainda as facilidades oferecidas pela consulta de telemedicina.

O que é crise de ansiedade?

Crise de ansiedade é um episódio súbito e intenso de medo ou desconforto diante de situações percebidas como ameaçadoras, mas que, na verdade, são triviais.

A ansiedade, até certo nível, é uma reação natural do ser humano em situações novas ou desafiadoras, como o primeiro dia em um emprego novo ou se mudar para um país distante.

Até mesmo em situações do dia a dia, como antes de uma apresentação de trabalho, na espera de uma notícia ou no preparo para um encontro, é normal se sentir ansioso.

Contudo, quando essa ansiedade chega a níveis extremos ou é recorrente, ela deixa de ser algo comum e sinaliza uma patologia.

Por exemplo, quando desencadeada de maneira extrema, gerando pânico, estresse descontrolado ou paralisia, de forma que a pessoa fica impedida de seguir com suas atividades corriqueiras, estamos falando de ansiedade patológica.

Em geral, uma crise de ansiedade provoca sentimentos extremamente negativos no indivíduo, que não consegue controlá-los.

Nesse sentido, o problema é marcado por uma sensação acentuada de nervosismo, angústia e insegurança.

Ou seja, a pessoa sente que algo muito ruim está acontecendo com ela.

Além disso, há reações físicas como o aumento dos batimentos cardíacos, formigamentos e outros sintomas que menciono mais adiante.

Na maioria das vezes, a crise de ansiedade pode estar relacionada a casos que geram medo, frustração, irritação ou mesmo traumas.

Isso significa que, mesmo quem não tem transtornos de ansiedade pode sofrer com uma crise em determinadas situações.

Ansiedade é problema crônico no Brasil

A população brasileira é a que mais sofre com transtornos de ansiedade no mundo.

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a ansiedade atinge 18,6 milhões de brasileiros, o que corresponde a 9,3% da população.

As crises são um dos principais indicativos de que o paciente tem ansiedade crônica.

Assim, é indispensável buscar apoio médico logo após o primeiro episódio.

Caso o devido tratamento não seja feito, o quadro pode evoluir para outros problemas psicológicos relacionados à ansiedade grave ou depressão.

O que causa crise de ansiedade?

As crises de ansiedade podem ser desencadeadas por uma combinação de fatores físicos, psicológicos e ambientais, e podem variar de pessoa para pessoa.

Diversas situações podem servir como gatilho para uma crise de ansiedade, trazendo à tona traumas passados e fazendo a pessoa revivê-los como se fossem presentes.

O fim de um relacionamento, uma doença, acidente ou violência podem ser evocados com a ativação de um gatilho, algo que faz as pessoas lembrarem dessas situações, causando crises de ansiedade.

Situações de muito estresse, como problemas financeiros, conflitos interpessoais, mudanças significativas ou pressões no trabalho, também podem desencadear crises de ansiedade.

Algumas características de personalidade, como ser perfeccionista ou ter uma tendência para preocupações excessivas, podem aumentar o risco de desenvolver ansiedade patológica.

Outro fator que pode desencadear crise de ansiedade é a dificuldade em lidar com emoções intensas e situações estressantes.

Há também fatores genéticos, como a predisposição para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade, e biológicos, como desequilíbrios químicos no cérebro, especialmente relacionados aos neurotransmissores serotonina e noradrenalina.

Da mesma forma, mudanças nos níveis hormonais podem afetar a suscetibilidade à ansiedade, bem como certas condições médicas, como problemas cardíacos, distúrbios da tireoide e doenças respiratórias.

Cabe também destacar que o uso excessivo ou abuso de substâncias como álcool, drogas ilícitas e certos medicamentos pode contribuir para o desenvolvimento de sintomas de ansiedade.

Crise de ansiedade pode acontecer sem motivo aparente?

Sim, a crise pode surgir em situações aparentemente comuns, mas que servem como gatilho para a vítima.

Uma pessoa que sofreu um acidente de carro na infância, por exemplo, pode ter uma crise durante um passeio de carro ou na aula para tirar a carteira de habilitação.

Repare que, apesar de parecer um contexto comum, essa situação tem significado diferente e relacionado a um trauma para o paciente, levando ao acúmulo de tensão e possível crise de ansiedade.

Como é uma crise de ansiedade?

Durante uma crise de ansiedade, o corpo ativa o sistema de resposta ao estresse, conhecido como resposta de luta ou fuga.

Ela é controlada pelo sistema nervoso autônomo, que é dividido em dois ramos: simpático e parassimpático.

Quando uma pessoa está sob estresse ou enfrenta uma situação percebida como ameaçadora, o sistema nervoso simpático é ativado.

Isso leva a uma série de reações físicas, incluindo a liberação de hormônios como o cortisol e a adrenalina.

Essas substâncias desencadeiam uma série de respostas fisiológicas destinadas a preparar o corpo para ação imediata.

Enquanto a crise de ansiedade acontece, o organismo entra em um estado acentuado de alerta, que gera uma descarga muito alta de adrenalina.

Dessa maneira, a primeira reação é a inquietude, acompanhada por medo, estresse excessivo e insegurança.

Além disso, outros sentimentos e sintomas característicos surgem, e é preciso ficar atento a eles para determinar se a situação realmente corresponde a uma crise de ansiedade.

Afinal, muitas vezes temos sentimentos negativos extremos, mas nem sempre eles podem estar associados a quadros patológicos.

Para saber se o seu caso é de ansiedade crítica, observe se ocorreram as situações que menciono a seguir.

Como detectar uma crise de ansiedade

Uma crise de ansiedade provoca sentimentos extremamente negativos no indivíduo

Sintomas de crise de ansiedade

Geralmente, uma crise de ansiedade é caracterizada por uma intensa sensação de medo ou desconforto, muitas vezes acompanhada por sintomas físicos e emocionais significativos.

Esses sintomas podem atingir o auge em poucos minutos e, em alguns casos, diminuir após um curto período de tempo.

No entanto, a intensidade da experiência pode ser muito desconfortável e angustiante.

Conheça as principais manifestações de ansiedade patológica a seguir.

Excesso de medo

Em primeiro lugar, a crise de ansiedade gera uma sensação de medo, que toma a mente do indivíduo de maneira súbita.

Geralmente, a pessoa não sabe dizer por que está sentindo isso, mas os pensamentos negativos tendem a ser exagerados e fazem a pessoa ter comportamentos excessivos.

Em algumas situações, isso pode estar associado a uma memória ou mesmo ao local em que o indivíduo está, mas geralmente não há motivo concreto.

Raiva excessiva

Junto do medo, a pessoa também é tomada por irritação e raiva, que tende a ser manifestada por gritos ou conflitos sem razão.

A impressão é de que os outros estão tentando prejudicá-la, mesmo que não seja a realidade, e isso pode levar a brigas ou agressões verbais. 

Sensação de enjoo

Outro sintoma recorrente da crise de ansiedade é a vontade de vomitar, que geralmente não se concretiza.

A partir disso, desconfortos estomacais podem surgir, e o indivíduo passa a sofrer com essas dores por longos períodos de tempo.

Coração acelerado

Muito comum durante as crises, o coração acelerado pode ser confundido com sinais de infarto

Inclusive, essa sensação só agrava a preocupação do paciente ansioso, que tem seus sentimentos negativos mais exacerbados.

Medo de morrer

Ainda que não ocorra em todas as crises de ansiedade, o medo de morrer pode acometer grande parte das pessoas que sofrem com o problema.

Por mais que não exista uma ameaça real ou aparente à vida, a sensação de morte é recorrente – e parece que uma fatalidade pode ocorrer a qualquer momento.

Sentimento de desmaio

Assim como a vontade de vomitar, a sensação de desmaio se manifesta sem que o indivíduo realmente “apague”.

Em casos raros, a pessoa realmente desmaia.

Mas geralmente, isso se limita à impotência física, associada a fraqueza nos joelhos e visão turva.

Desconexão da realidade

Em relação à desconexão da realidade, a pessoa não sente apenas ameaças irreais, como também deixa de viver o momento presente.

Nesse cenário, o cérebro deixa de processar a situação, o emocional fica sobrecarregado e o paciente se dissocia do que está vivendo.

Isso gera lapsos de memória depois que a crise de ansiedade acaba e, em certos casos, a pessoa acredita que não é ela quem está vivendo a situação, como se fosse outra a ter um ataque.

Pensamentos embaralhados

Durante toda a crise de ansiedade, a pessoa perde a capacidade de raciocinar e ter pensamentos lógicos. 

Isso faz com que o indivíduo não consiga se livrar das sensações negativas que alimentam a crise. 

Além disso, é comum que os pensamentos descompassados permaneçam depois do ataque, fazendo com que o raciocínio fique comprometido por longos períodos. 

Outros sintomas da crise de ansiedade

Os sintomas mentais e físicos da crise de ansiedade vão além daqueles que citei acima, que são os mais característicos desse tipo de quadro.

Entre os sinais psicológicos do problema, estão:

  • Incapacidade de esquecer o fato que gera ansiedade
  • Dificuldade para dormir
  • Irritabilidade excessiva
  • Nervosismo e tensão excessivos e constantes
  • Falta de concentração e de raciocínio
  • Preocupação exacerbada e desconexa da realidade
  • Sentimento de que algo ruim ou grave vai acontecer a qualquer momento.

Já os sintomas físicos incluem:

  • Falta de ar ou respiração ofegante
  • Fadiga (cansaço excessivo)
  • Palpitação
  • Fraqueza
  • Suor frio
  • Boca seca
  • Dor de barriga
  • Diarreia
  • Tensão muscular
  • Dor de cabeça
  • Tremores, geralmente nas mãos
  • Pernas e braços agitados
  • Sensação de aperto no peito
  • Tonturas ou vertigens
  • Calafrios ou ondas de calor
  • Dilatação das pupilas.

É imprescindível ficar atento às características das crises para verificar a necessidade de procurar um médico.

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?

A duração da crise pode variar bastante, mas os sintomas geralmente atingem seu pico em 10 a 20 minutos e podem durar de poucos minutos a cerca de uma hora ou mais.

Além disso, o mal-estar pode se estender por dias, sob a forma de cansaço, dor no corpo, tremores, etc.

Qual a diferença entre crise de ansiedade e crise de pânico?

Crises de ansiedade e de pânico são termos muitas vezes usados de forma intercambiável, mas existem diferenças entre eles.

As principais residem nas causas subjacentes e na forma como os sintomas são percebidos.

Geralmente, a crise de ansiedade tem gatilhos identificáveis, como situações estressantes, preocupações persistentes ou estressores específicos.

Já uma crise de pânico muitas vezes ocorre de forma repentina, sem um gatilho óbvio.

A intensidade dos sintomas de uma crise de ansiedade nem sempre atinge níveis extremos e pode durar minutos, horas ou dias.

Na crise de pânico, há uma intensidade extrema de sintomas, mas de curta duração, atingindo o auge em poucos minutos.

Crise de ansiedade ou infarto? Saiba diferenciar os sintomas

Um dos sintomas físicos mais marcantes da crise de ansiedade é uma sensação de aperto ou dor no peito.

Dessa maneira, é comum que muitas pessoas a confundam com um infarto.

Porém, durante um infarto, a pressão sentida no tórax costuma ser mais intensa e pode durar 20 minutos ou mais. 

Além disso, o infarto pode estar associado a dor em outras regiões do corpo, como braços, ombros, abdômen e mandíbula.

Isso porque a obstrução das artérias que irrigam o coração compromete o fluxo de sangue para o músculo cardíaco. 

É essa redução do fluxo sanguíneo que provoca a dor de infarto

Por sua vez, a dor no peito durante uma crise de ansiedade geralmente vem acompanhada de outros sintomas, como palpitações, falta de ar, tontura, tremores e sudorese.

Tipos de crise de ansiedade

Existem diferentes tipos de crises de ansiedade, cada uma com características específicas.

Abaixo, apresento alguns dos tipos mais comuns:

  • Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): preocupação excessiva e persistente em relação a diversas áreas da vida, como trabalho, relacionamentos e saúde, com tensão muscular, irritabilidade, fadiga, dificuldade de concentração e de sono
  • Transtorno do pânico: medo intenso e inesperado, com sintomas como palpitações cardíacas, falta de ar, tonturas, sudorese e sensação de morte iminente
  • Transtorno de ansiedade social (TAS): medo intenso de ser julgado, criticado ou rejeitado em situações sociais, causando dificuldade de interação de forma a evitar interações sociais, impactando negativamente a vida profissional e pessoal
  • Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): desenvolve-se após um evento traumático, trazendo flashbacks, pesadelos, hipervigilância e evitação de situações relacionadas ao trauma
  • Transtorno de ansiedade de separação: ansiedade excessiva ao se separar de entes queridos ou do ambiente familiar, pode levar a sintomas como pesadelos, recusa em ir à escola e queixas físicas quando separado de figuras de apego.

Quando sentir que está com uma crise de ansiedade, o indivíduo pode adotar algumas medidas paliativas para minimizar os sintomas.

Episódios de ansiedade

As crises de ansiedade podem ser desencadeadas por uma combinação de fatores

O que fazer durante uma crise de ansiedade?

Conforme expliquei anteriormente, o atendimento médico deve ser procurado sempre que uma crise de ansiedade se manifestar. 

Enquanto a crise ocorre, outras atitudes podem ser tomadas para o alívio dos sintomas, como:

  • Evitar qualquer tipo de estímulo, como assistir televisão ou usar o celular
  • Parar o que está fazendo e descansar, deitar, fechando os olhos e aquietando a mente
  • Respirar lentamente, inspirando pelo nariz e expirando devagar pela boca
  • Tomar uma bebida calmante, como chá de camomila
  • Praticar uma atividade física leve
  • Deixar que as emoções possam aflorar, chorando caso tenha vontade
  • Conversar com alguém de confiança.

Além disso, caso você já faça um tratamento psiquiátrico, não deixe de tomar os remédios recomendados pelo seu médico. 

Quando as crises forem recorrentes, é importante que o tratamento com psiquiatra seja somado ao acompanhamento com psicólogo.

Isso porque o profissional atua para reconhecer as causas da crise e estabelecer meios para lidar com os momentos em que a ansiedade é acentuada.

O objetivo é que os sintomas do quadro desapareçam mais rapidamente.

Quem tem mais risco de sofrer crises de ansiedade?

Qualquer pessoa pode sofrer uma crise de ansiedade, porém, transtornos ansiosos são mais comuns em:

  • Mulheres: a prevalência é de 7,7% das pessoas do sexo feminino, contra 3,6% do masculino
  • Indivíduos com baixa escolaridade e renda: devido à maior exposição a condições socioeconômicas desfavoráveis, como dificuldade de acesso a serviços de saúde, desemprego, problemas financeiros e violência
  • Fumantes e pessoas que fazem uso abusivo de bebidas alcoólicas
  • Indivíduos com histórico de doenças crônicas, incluindo a obesidade.

Na sequência do texto, esclareço sobre a cura e tratamento da condição.

Crise de ansiedade tem cura?

Com o tratamento adequado, é possível evitar crises de ansiedade, alcançando a remissão da ansiedade patológica.

No entanto, é complicado falar em cura, pois, como a ansiedade é um estado emocional natural, o paciente poderá sofrer recaídas e novas crises no futuro.

Daí a importância do acompanhamento psicológico contínuo, adotando comportamentos saudáveis para prevenir o retorno dos sintomas incômodos.

Como tratar a crise de ansiedade?

É fundamental que a crise de ansiedade seja tratada com o acompanhamento de um especialista.

Em geral, o profissional mais recomendado para esse tipo de intervenção é o psiquiatra, mas o apoio de um psicólogo também é importante.

Inicialmente, é preciso realizar exames para verificar as condições gerais de saúde do paciente. 

Ou ainda, eliminar qualquer suspeita adicional – se os apertos no peito não sinalizam uma doença cardiovascular, por exemplo.

As crises também podem estar associadas a outras patologias, como o transtorno de ansiedade generalizada ou a síndrome do pânico, como já mencionei.

Em um primeiro momento, as intervenções terapêuticas identificam os gatilhos para ataques e entendem como se comportam os pensamentos do paciente, a fim de trabalhar o seu modo de reagir às situações.

Esse tipo de abordagem é conhecida como terapia cognitivo-comportamental (TCC) e serve para que a pessoa saiba como avaliar quando pensamentos condizem com a realidade, além de formas mais efetivas de reagir a eles.

Remédio para crise de ansiedade

Enquanto a terapia é ministrada pelo psicólogo, o psiquiatra fornece apoio por meio da prescrição médica de antidepressivos ou ansiolíticos, que servem como paliativos para os sintomas e, quando necessário, para controlar a própria ansiedade. 

Quando a ansiedade for intensa e atrapalhar demais a rotina do paciente, causando sofrimento e impedimentos nas atividades cotidianas, um atestado pode ser necessário até que a recuperação seja concluída.

Como evitar uma crise de ansiedade?

Para evitar que um comportamento ansioso evolua e se transforme em uma crise de ansiedade, é importante saber como controlar o estresse e a pressão da rotina.

Isso significa que a melhor forma de prevenir o transtorno é melhorando a qualidade de vida, o que pode ser feito com uma série de cuidados. 

Eles incluem:

  • Alimentação saudável e equilibrada
  • Prática regular de exercícios físicos
  • Técnicas de relaxamento
  • Boa qualidade do sono
  • Momentos de lazer
  • Realização de terapia online ou presencial
  • Equilíbrio entre vida profissional e pessoal
  • Cultivo de hobbies.

Buscar orientação médica é também uma forma de prevenir e controlar a condição.

Quando consultar um psiquiatra?

Novamente, ressalto a importância da consulta de psiquiatria logo após a primeira crise de ansiedade.

A partir daí, o devido acompanhamento será prestado e novos episódios poderão ser avaliados e evitados durante as novas consultas.

Por isso, é imprescindível ficar atento às características das crises para entender quando a ajuda médica é necessária.

Além disso, mesmo quando a ansiedade patológica não provocar esse tipo de ataque, é preciso que ela seja devidamente monitorada e tratada.

Nesses casos, o ideal é avaliar o que faz você se sentir ansioso, quais são os gatilhos e de que forma o problema afeta sua rotina.

Afinal, se a ansiedade prejudica as atividades do dia a dia, ou é forte o suficiente para lhe causar sofrimento, é indispensável contar com ajuda especializada.

Vantagens da consulta online com psiquiatra

Muitas vezes, em uma crise de ansiedade, a pessoa se sente tão impotente que não consegue sair de casa.

Além disso, a correria do dia a dia pode fazer com que muitos desistam de ir ao consultório para não perder tempo no trânsito ou na sala de espera.

Uma agenda muito atribulada, a falta de especialistas na região onde a pessoa mora e o estigma associado a procurar ajuda psiquiátrica também são motivos que fazem com que as pessoas demorem a procurar ajuda ou desistam.

Porém, nada disso é impeditivo para consultar um médico hoje em dia.

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Perguntas frequentes sobre crise de ansiedade

Nesta seção, você encontra respostas breves para questionamentos comuns sobre o tema.

É possível ter crise de ansiedade todos os dias?

Sim, mas não é normal. Crises diárias sinalizam possíveis transtornos de ansiedade, o que pede avaliação médica.

Crise de ansiedade dá dor de cabeça?

Sim, a dor de cabeça tensional é um dos sintomas de ansiedade patológica, que costuma aparecer durante as crises.

O que piora a crise de ansiedade?

Gatilhos como situações estressantes, emoções fortes e locais ou situações que remontem a traumas passados. Hábitos prejudiciais à saúde, como noites mal dormidas e doenças crônicas descontroladas, também podem piorar o quadro.

O que pode ser confundido com crise de ansiedade?

Doenças cardiovasculares, como arritmias e infarto, têm sintomas semelhantes a uma crise de ansiedade. Quem sofre com crises de asma também pode experimentar manifestações semelhantes, bem como em caso de hipoglicemia (queda súbita de açúcar no sangue), hipertireoidismo (um problema da tireoide), refluxo gastroesofágico e doenças mentais como a depressão.

Conclusão

Uma crise de ansiedade pode ser pontual ou sinalizar uma patologia crônica, mas em todos os casos é preciso identificar suas características e buscar o devido tratamento.

Trata-se de um problema com sintomas psicológicos intensos e limitadores, além de sinais físicos que causam igual angústia aos pacientes.

Felizmente, com apoio psiquiátrico e psicológico, as pessoas com ansiedade podem recuperar sua qualidade de vida, descobrir as melhores formas de lidar com a condição ou até mesmo se livrar dela.

Se você gostou deste artigo sobre crise de ansiedade e quer ficar por dentro de mais informações sobre saúde, confira outros conteúdos sobre bem-estar em nosso blog.

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Referências bibliográficas

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2025/01/20/segundo-oms-brasil-e-lider-global-em-quantidade-de-pessoas-ansiosas.htm

https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/PSrDy4ZFSGDCzNgJfJwVRxz/?format=html&lang=pt

https://bvsms.saude.gov.br/ansiedade/

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/01/26/ansiedade-como-identificar-sintomas-e-diferenciar-da-crise-de-panico.htm

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/transtornos-de-ansiedade-podem-estar-relacionados-a-fatores-geneticos

 

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin