Hipoglicemia: entenda o que é, qual a causa, tratamento e diagnóstico

Por Dr. José Aldair Morsch, 13 de março de 2026
Hipoglicemia

Suor e tremores estão entre os principais sinais de hipoglicemia.

Muitas vezes, a queda do nível de açúcar no sangue ocorre em pacientes diabéticos, mas outras pessoas também podem sofrer com essa condição.

Siga com a leitura do artigo para descobrir as causas, sintomas, o que fazer para normalizar a glicose e quando procurar ajuda médica.

Se preferir, dá para receber orientação médica personalizada, acionado o plantão clínico 24 horas via teleconsulta.

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O que é hipoglicemia?

Hipoglicemia é uma condição caracterizada pela baixa taxa de açúcar no sangue.

Ela surge quando a concentração de glicose (açúcar) fica abaixo de 70 mg/dL, reduzindo a oferta da energia necessária para o bom funcionamento das células.

Quadros de hipoglicemia podem ser divididos em três classificações:

  • Hipoglicemia nível 1: taxa de glicose entre 54 e 70 mg/dL, consiste em quadros leves
  • Hipoglicemia nível 2: valores inferiores a 54 mg/dL, sendo considerada moderada
  • Hipoglicemia nível 3: consiste em casos severos, que provocam alterações mentais ou físicas que requerem intervenção médica.

Continue lendo para entender como a condição se manifesta.

Quais são os sintomas da hipoglicemia?

Os sintomas de hipoglicemia mais frequentes são:

  • Suor intenso
  • Tremores
  • Sensação de fome
  • Calafrios
  • Fraqueza
  • Tontura
  • Náusea (enjoo)
  • Sonolência
  • Visão embaçada
  • Dor de cabeça
  • Formigamento
  • Ansiedade e nervosismo
  • Confusão mental.

Em quadros graves, pode ocorrer convulsão, delírio e até perda da consciência (desmaio).

Hipoglicemia no sangue

Hipoglicemia é uma condição caracterizada pela baixa taxa de açúcar no sangue

O que causa hipoglicemia?

Episódios de hipoglicemia são comuns entre diabéticos, principalmente quando usam remédio para diabetes, com destaque para a insulina.

Isso porque o medicamento tem como objetivo controlar a hiperglicemia, podendo diminuir demais a concentração de açúcar no sangue.

Porém, existem outras causas para a hipoglicemia, segundo informa o Ministério da Saúde:

  • Ingestão de álcool em excesso
  • Comer menos do que o necessário
  • Pular refeições ou os horários de refeições
  • Aumentar quantidade de exercícios físicos sem orientação ou ajuste correspondente na alimentação ou na medicação
  • Exagerar na medicação (essa conduta não traz controle melhor do diabetes e ainda pode colocar a saúde em risco).

No próximo tópico, esclareço sobre a relação com diabetes.

Quem tem hipoglicemia tem diabetes?

Nem sempre. Embora essa condição afete predominantemente os diabéticos, qualquer pessoa pode ter hipoglicemia.

Como expliquei no tópico anterior, hábitos como o jejum prolongado e a prática de atividade física intensa sem os nutrientes necessários podem provocar a queda do nível de açúcar no sangue.

Contudo, pacientes com diabetes tipos 1 e 2 têm maior propensão a essa condição, uma vez que precisam regular constantemente a glicose no sangue.

Assim, flutuações se tornam mais comuns.

Isso pede maior atenção e monitoramento da glicemia algumas vezes ao dia, de acordo com a recomendação médica.

Como saber se tenho hipoglicemia?

Você deve suspeitar de hipoglicemia se houver um ou mais sintomas listados nos tópicos acima.

Mas a condição só pode ser confirmada por meio da medição da glicemia, que pode ser feita em laboratório ou em casa, através de um glicosímetro.

Esse aparelho é leve e portátil, pedindo uma pequena amostra de sangue para mostrar o nível de açúcar no sangue.

Basta uma picada no dedo para coletar uma gota do líquido, que deve ser colocado sobre a fita do glicosímetro até sua completa absorção, viabilizando a análise do material.

Pacientes com diabetes devem fazer medições diárias, seguindo a prescrição médica para garantir o controle da glicemia.

Já quem não tem doença pode verificar a taxa de açúcar por meio dos resultados de exames de rotina, como a glicemia de jejum, que deve fazer parte do check up médico.

A partir dos 35 anos, pode ser indicado passar por consulta e bateria de exames todos os anos, a fim de identificar quadros de pré-diabetes e prevenir sua evolução.

O que fazer em caso de hipoglicemia?

Na maioria das vezes, dá para corrigir a hipoglicemia ingerindo 15 gramas de carboidrato simples isoladamente.

Conforme orienta a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), essa quantidade de carboidratos pode ser obtida através de:

  • 1 colher de sopa de açúcar (que pode ser diluída em água)
  • 1 colher de sopa ou 3 sachês de mel (apenas para adultos, adolescentes e crianças maiores de um ano)
  • 150 ml de refrigerante comum (não dietético) ou suco de laranja integral 
  • 3 ou 4 balas mastigáveis.

Uma vez que a glicemia esteja estabilizada, cabe fazer uma refeição ou lanche dentro de uma hora, a fim de evitar um novo episódio.

Essa refeição deve combinar fontes de fibras (vegetais), proteínas (como carnes, ovos e leite) e gorduras saudáveis (castanhas, abacate e azeite, por exemplo).

Caso a taxa de glicose permaneça baixa ou os sintomas se intensifiquem, vá ao pronto-socorro mais próximo para passar por avaliação médica.

Em quadros severos sem tratamento, o paciente pode desmaiar ou até entrar em coma.

Como tratar a hipoglicemia?

Casos leves costumam responder à ingestão de 15 g de carboidrato simples, enquanto quadros moderados podem precisar de 30 g.

A glicemia deve ser medida 15 minutos após a ingestão do alimento e, se a taxa de açúcar continuar baixa, deve-se repetir a dose de carboidrato e fazer uma nova medição depois de 15 minutos.

Certos casos se beneficiam do uso de glucagon, que deve ser administrado somente conforme a receita médica e por pessoas treinadas.

Já a hipoglicemia severa, que causa sintomas graves como convulsões e perda da consciência, deve ser tratada em ambiente hospitalar, o mais rapidamente possível.

Cabe à equipe médica verificar a necessidade de administração de glicose por via intravenosa para estabilizar o quadro.

Na dúvida, é útil marcar uma consulta com clínico geral ou com o endocrinologista, se você tiver o diagnóstico de diabetes.

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Conclusão

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Referências bibliográficas

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/diabetes/hipoglicemia

https://diabetes.org.br/hipoglicemia-como-tratar-e-evitar/

https://sbgg.org.br/hipoglicemia-em-idosos-saiba-como-agir-diante-da-baixa-da-taxa-de-acucar-no-sangue/

https://diabetes.org.br/hipoglicemia-qual-a-melhor-forma-de-corrigir

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/como-medir-glicose-de-maneira-segura-e-eficaz/

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin