Amato: para que serve, receita e como tomar

Por Dr. José Aldair Morsch, 27 de fevereiro de 2025
Amato

A marca comercial Amato faz referência ao medicamento com princípio ativo topiramato.

Disponível sob a forma de comprimidos revestidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg, o fármaco só pode ser vendido com retenção de receita.

Continue a leitura para entender mais sobre como ele funciona, em que condições é indicado e quais as regras de prescrição.

Ao final, você confere dicas para conseguir ou renovar sua receita digital com praticidade.

Siga a leitura e entenda como ter acesso fácil e seguro ao medicamento que precisa.

O que é Amato?

Amato é um remédio anticonvulsivante feito à base de topiramato.

Seu uso seguro depende de recomendação médica, tanto para começar o tratamento quanto para a retirada do medicamento.

Suspender o uso de forma abrupta e por conta própria pode desencadear convulsões e outros efeitos adversos, portanto, siga sempre a prescrição médica.

Para que serve Amato

Amato serve para tratar distúrbios neurológicos.

Um de seus mecanismos de ação diminui a hiperexcitabilidade das células nervosas, o que previne diferentes tipos de convulsão e crises de enxaqueca.

O fármaco pode ser prescrito para crianças, adolescentes e adultos, em monoterapia ou associado a outros remédios.

Principais indicações

Segundo descreve a bula do Amato, que faz parte do bulário da Anvisa, o medicamento é indicado para quadros de:

  • Epilepsia, em monoterapia ou como adjuvante
  • Crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária
  • Crises epilépticas tônico-clônicas generalizadas primárias
  • Crises associadas à Síndrome de Lennox-Gastaut
  • Prevenção das crises de enxaqueca em adultos.

Lembrando que a indicação de qualquer medicamento depende de uma consulta médica.

Como tomar Amato

Ingira os comprimidos revestidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg de acordo com a prescrição do seu médico, com ou sem alimentos.

Eles devem ser tomados por via oral, com bastante água.

Não mastigue, triture ou corte os comprimidos.

Geralmente, o médico recomenda começar com uma dose baixa.

Ela é aumentada aos poucos até atingir a dose adequada ao controle das convulsões ou prevenção da enxaqueca.

A seguir, veja os principais esquemas terapêuticos para o fármaco. 

Acesse mais informações na bula do remédio, consultando o médico ou o farmacêutico.

Tratamento adjuvante em epilepsia

A dose inicial corresponde a 25 a 50 mg por dia, administrados à noite, durante uma semana. 

Posteriormente, a intervalos de 1 ou 2 semanas, a dose deverá ser aumentada de 25 a 50 mg/dia e dividida em duas tomadas.

A dose mínima eficaz é 200 mg ao dia. Em geral, a dose total diária varia de 200 mg a 400 mg, dividida em duas tomadas.

Alguns pacientes eventualmente poderão necessitar de doses de até 1.600 mg por dia, que é a dose máxima.

Crianças acima de 2 anos recebem a dose de 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomadas

Monoterapia em epilepsia

A titulação da dose deve ser iniciada com 25 mg, administrados à noite, por uma semana. 

Então, a dose deve ser aumentada em 25 ou 50 mg ao dia, a intervalos de 1 ou 2 semanas, dividida em duas tomadas.

A dose diária máxima recomendada é 500 mg em adultos.

Crianças maiores de 2 anos começam com uma dose de 0,5 a 1 mg/kg, à noite, durante uma semana.

A seguir, a dose deve ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia à intervalos de 1 a 2 semanas, dividida em duas tomadas.

A dose-alvo inicial é de 3 a 6 mg/kg/dia

Enxaqueca

O tratamento começa com 5 mg à noite, durante 1 semana. 

A dose deve, então, ser aumentada em 25 mg/dia, uma vez por semana.

A dose total diária de topiramato recomendada na profilaxia de enxaqueca é 100 mg/dia, divididos em duas ingestões.

Receita de Amato

O documento necessário para comprar o medicamento é a receita C1.

Trata-se de uma receita de controle especial, emitida em duas vias iguais.

A segunda via é destinada à orientação médica, contendo dosagens, horários, vias de administração e outros detalhes importantes para o paciente ou cuidador.

Enquanto a primeira via fica retida pela farmácia ou drogaria, atendendo às exigências da Anvisa para as substâncias que integram a lista C1 da Instrução Normativa SVS/MS nº 344/1998.

Ao criar o regulamento de remédios controlados no Brasil, a legislação instituiu regras diferenciadas para estimular seu uso racional, evitando reações adversas.

Nesse cenário, a receita branca tipo C1 tem validade de 30 dias e pode dar acesso a medicamento suficiente para até 6 meses de tratamento, no caso de anticonvulsivantes e antiparkinsonianos.

Dúvidas frequentes sobre Amato

Neste espaço, você acompanha respostas para perguntas comuns durante o tratamento com o fármaco.

Quem tem ansiedade pode tomar Amato?

Não é indicado.

Como mencionei nos tópicos anteriores, o medicamento serve para tratar crises convulsivas e evitar a enxaqueca.

Inclusive, um dos efeitos colaterais que podem surgir é a ansiedade, portanto, siga sempre a orientação do médico.

Quais são os efeitos colaterais do Amato?

As reações adversas mais comuns são:

  • Sonolência
  • Tontura
  • Fadiga
  • Irritabilidade
  • Perda de peso
  • Bradipsiquismo (lentificação do pensamento)
  • Parestesia (formigamento)
  • Diplopia (visão dupla)
  • Coordenação anormal
  • Náusea
  • Nistagmo
  • Letargia
  • Anorexia
  • Disartria (dificuldade para falar)
  • Visão turva
  • Diminuição do apetite
  • Comprometimento de memória
  • Diarreia.

Na presença de pensamentos suicidas e outros efeitos graves, procure ajuda médica.

Em quanto tempo o Amato começa a fazer efeito?

Depende da indicação e do paciente, mas, em geral, o efeito é percebido no primeiro mês de tratamento.

Pessoas recém-diagnosticadas com epilepsia em monoterapia podem perceber o impacto mais cedo, dentro de duas semanas.

Conclusão

Assim como qualquer medicamento, Amato deve ser usado conforme a recomendação médica.

Evite a automedicação e outras práticas prejudiciais à saúde.

Se precisar falar com um médico agora, clique aqui.

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  2. Se for seu primeiro acesso, selecione “Criar conta” e preencha os campos com seus dados
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  4. Confirme o pagamento.
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Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin