Clomipramina: para que serve, receita e como tomar

Por Dr. José Aldair Morsch, 20 de novembro de 2023
Clomipramina

Tem dúvidas sobre a clomipramina?

Esse é um remédio utilizado para tratar certos casos de depressão, fobias e condições de dor crônica.

Pode ser encontrado em farmácias e drogarias, na forma de comprimidos de 10 mg ou 25 mg.

Para entender tudo sobre o medicamento, continue lendo.

Nas próximas linhas, explico mais sobre seu mecanismo de ação, indicações e qual o tipo de receita médica da clomipramina.

O que é clomipramina?

Clomipramina é um medicamento antidepressivo tricíclico.

Ou seja, a substância pertence a uma das classes de fármacos que ajudam na regulação do humor, sono e libido.

Assim como outros antidepressivos, só deve ser utilizado sob prescrição médica para prevenir complicações de saúde.

Vale reforçar que os efeitos demoram entre 2 e 4 semanas para serem percebidos, em média.

Portanto, é essencial que o paciente siga o tratamento à risca e comunique o médico se observar reações adversas como agressividade e pensamentos suicidas.

Para que serve clomipramina

A clomipramina serve para tratar depressão e distúrbios de humor, principalmente.

Seu mecanismo de ação também é útil no controle de outras condições, como mostro a seguir.

O remédio atua inibindo a recaptação de noradrenalina e serotonina – importantes mensageiros químicos do cérebro.

Por consequência, a disponibilidade desses neurotransmissores aumenta.

Principais indicações

Segundo informa a bula, a droga é indicada para tratar:

  • Depressão
  • Obsessões
  • Estados de pânico
  • Fobias (medo irracional)
  • Condições de dor crônica e fraqueza muscular (cataplexia) associados com ataques repetidos de sonolência excessiva (narcolepsia) em adultos
  • Ejaculação precoce
  • Obsessões e incontinência urinária noturna em crianças acima de 5 anos.

Outras indicações dependem de avaliação médica.

Como tomar cloridrato de clomipramina

O medicamento está disponível em comprimidos de 10 mg ou 25 mg e pode ser tomado com ou sem alimentos.

Siga a orientação médica, sem alterar a dose ou descontinuar o tratamento por conta própria.

Confira os esquemas terapêuticos de referência a seguir:

  • Depressão, distúrbios do humor, síndromes obsessivo-compulsivas e fobias: a dose diária é, normalmente, de 75 mg a 150 mg
  • Ataques de pânico e agorafobia: o tratamento é geralmente iniciado com 10 mg/dia, e após alguns dias, a dose é lentamente aumentada para até 100 mg
  • Condições de dor crônica: dose diária de 10 mg a 150 mg
  • Incontinência urinária noturna em crianças (de 5 anos ou mais): dose usual de 20 mg a 75 mg por dia, dependendo da idade.

Se tiver dúvidas, consulte a bula do remédio, o médico e o farmacêutico.

Receita de clomipramina

Para adquirir a clomipramina, é necessário apresentar a receita C1.

Falo da receita de controle especial, emitida sempre em duas vias para monitoramento por parte da Anvisa.

O documento tipo C1 é uma receita branca com validade de 30 dias, contados a partir da data seguinte à emissão.

A primeira via fica retida na farmácia ou drogaria no momento da dispensação.

Já a segunda é devolvida ao paciente ou cuidador.

Nela, constam recomendações médicas indispensáveis ao tratamento, como doses e horários de administração.

As regras se aplicam à clomipramina por se tratar de um antidepressivo pertencente à lista C1 da Instrução Normativa SVS/MS nº 344/1998, que criou o Regulamento Técnico das substâncias e medicamentos sujeitos a controle especial.

Outros antidepressivos, anticonvulsivantes, antiparkinsonianos, antidepressivos e antipsicóticos também fazem parte desse grupo de remédios controlados.

Eles seguem normas rígidas de prescrição, pois impactam no funcionamento do sistema nervoso central.

Dúvidas frequentes sobre clomipramina

Nesta seção, trago respostas para questões que costumam surgir antes ou durante o tratamento com o fármaco.

Siga acompanhando.

Qual o efeito colateral da clomipramina?

Entre as reações adversas comuns estão:

  • Sonolência
  • Cansaço
  • Tontura
  • Intranquilidade
  • Aumento do apetite
  • Boca seca
  • Constipação
  • Visão borrada
  • Tremores
  • Dores de cabeça
  • Náusea
  • Transpiração
  • Ganho de peso
  • Dificuldades sexuais
  • Desorientação
  • Agitação
  • Palpitações
  • Falta de concentração
  • Distúrbios do sono
  • Excitação exagerada
  • Agressividade
  • Problemas de memória
  • Bocejos
  • Pesadelos
  • Dormência ou formigamento das extremidades
  • Fogachos (ondas de calor)
  • Dilatação das pupilas
  • Queda da pressão sanguínea associada a tontura após levantar-se ou sentar-se repentinamente
  • Vômito
  • Distúrbios abdominais
  • Diarreia
  • Sensibilidade da pele ao sol
  • Piora da depressão
  • Aumento das mamas e vazamento de leite
  • Sabor desagradável
  • Zumbido
  • Irritabilidade
  • Sentir-se fora das situações, como se estivesse assistindo de longe.

Também podem ocorrer batimentos cardíacos rápidos e irregulares (arritmias), febre alta, alucinações e outros efeitos graves.

Caso eles se manifestem, informe ao médico o mais brevemente possível.

Quem tem ansiedade pode tomar clomipramina?

Apenas sob prescrição médica.

A clomipramina pode, sim, ser receitada para tratar casos de ansiedade crônica, por exemplo.

Contudo, o paciente não deve se automedicar ou alterar o tratamento prescrito pelo médico, sob o risco de sofrer complicações de saúde graves como as que mencionei acima.

Qual é o melhor horário para tomar clomipramina?

O medicamento deve ser tomado preferencialmente à noite, pois causa sonolência.

No entanto, o esquema terapêutico será adaptado à realidade e necessidades do paciente, podendo ter a dose dividida em duas tomadas.

A dica é seguir a orientação médica.

Quem toma clomipramina pode tomar cerveja?

Não é recomendado.

Isso porque a ingestão de bebidas alcoólicas pode aumentar a sonolência, que já é uma reação adversa muito comum entre os pacientes que usam o fármaco.

Tanto o remédio quanto o álcool têm efeito depressor do sistema nervoso central, o que torna seu uso simultâneo arriscado.

Também não se deve operar máquinas ou dirigir, pois o nível de atenção diminui durante o tratamento com clomipramina.

Conclusão

Agora que mostrei como funciona a clomipramina, você pode fazer o uso racional desse medicamento.

Aumentar a dose ou interromper o tratamento de forma abrupta pode desencadear crises de abstinência, portanto, só faça o desmame sob monitoramento médico.

Se estiver sofrendo com sintomas de depressão, ansiedade e outras doenças psíquicas, procure ajuda médica e psicológica.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin