Venvanse: para que serve, receita e como tomar
Por seu efeito potente, o Venvanse deve ser usado com cautela, sempre conforme a prescrição médica.
Quando indicado por tempo prolongado, o tratamento inclui períodos de pausa na medicação, a fim de prevenir riscos como a dependência física e psíquica.
Daí a necessidade de conhecer o mecanismo de ação, para que serve e como tomar o fármaco de um jeito seguro.
Abordo esses tópicos ao longo do texto.
Você vai conhecer as normas de prescrição e de que forma conseguir sua receita médica online via telemedicina.
O que é Venvanse?
Venvanse é um medicamento psicoestimulante à base de dimesilato de lisdexanfetamina – substância derivada da anfetamina.
Pode ser encontrado sob a forma de cápsula gelatinosa dura de 30 mg, 50 mg e 70 mg.
Devido ao impacto sobre o sistema nervoso central (SNC), que expõe o paciente ao risco de tolerância e dependência, esse remédio tem a embalagem marcada com tarja preta.
Para que serve Venvanse?
Venvanse serve para tratar transtornos neurológicos e alimentares.
Sua presença eleva os níveis de noradrenalina e dopamina no cérebro, melhorando o desempenho cognitivo.
Por consequência, há aumento na concentração e disposição, simultaneamente à redução da hiperatividade.
Principais indicações
Segundo informa a bula do Venvanse, que pode ser consultada via bulário da Anvisa, o medicamento é indicado para o tratamento de:
- Transtorno do Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH), em crianças maiores de 6 anos
- Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA) em adultos.
Lembrando que a indicação de qualquer medicamento depende de uma consulta médica.
Como tomar Venvanse?
As cápsulas de 30, 50 ou 70 mg devem ser tomadas por via oral, uma vez ao dia, pela manhã.
As cápsulas podem ser engolidas inteiras, com a ajuda de um pouco d’água, ou ter seu conteúdo dissolvido em alimentos líquidos ou pastosos.
Caso opte por abrir a cápsula, todo o conteúdo dela deve ser dissolvido em alimentos como água, suco de laranja ou iogurte, e tomado imediatamente.
A dose inicial é de 30 mg, uma vez por dia, pela manhã.
Ela pode ser aumentada até a dose máxima de 70 mg, uma vez por dia, pela manhã, conforme orientado pelo médico.
Se houver indicação médica de uso prolongado, o profissional suspenderá o tratamento esporadicamente, a fim de avaliar se o fármaco continua fazendo efeito.
Jamais modifique a dose ou interrompa o tratamento sem o conhecimento do médico, pois poderá sofrer com sintomas de abstinência.

A medicação Venvanse serve para tratar transtornos neurológicos e alimentares
Venvanse emagrece?
Algumas vezes, sim, pois a perda de peso é um efeito colateral comum do remédio – o que significa que até 10% dos pacientes podem emagrecer tomando o medicamento.
Isso ocorre devido a seu mecanismo de ação, que estimula a noradrenalina, produzindo uma resposta que inibe o apetite.
Está aí a razão para que seja prescrito em caso de transtorno de compulsão alimentar.
No entanto, Venvanse não é indicado para o controle de peso.
Como tomar Venvanse para emagrecer?
Não é recomendado tomar Venvanse para perder peso.
Evite a automedicação com esse remédio, pois ela apresenta riscos sérios como o de dependência física, hipertensão arterial, depressão ou até infarto do coração.
Em vez disso, você pode procurar um endocrinologista para emagrecer com saúde.
Existe Venvanse genérico ou similar?
Sim, existem versões genéricas, que recebem o nome do princípio ativo do Venvanse: dimesilato de lisdexanfetamina.
Há também fármacos similares, a exemplo do Lisdev.
Tanto genéricos quanto similares são cópias do Venvanse, contendo o mesmo princípio ativo, na mesma forma e dose do medicamento de referência.
A diferença entre eles é que, enquanto o genérico tem o nome da substância ativa, o remédio similar tem marca e embalagem diferentes das versões genéricas – que possuem tarja amarela e a letra G em destaque.
Outra distinção está na obrigatoriedade de preço menor para genéricos, regra que não se aplica aos fármacos similares.
Receita de Venvanse
O acesso ao Venvanse exige a apresentação da receita A3.
Esse documento é emitido em duas vias diferentes, sendo que a segunda serve para orientação médica ao paciente.
Vias de administração, doses, horários e outras informações de interesse constam nela.
Ao passo que a primeira via fica retida na farmácia ou drogaria para liberação do produto.
Destinada ao monitoramento por parte da Anvisa, ela consiste em uma notificação de receita amarela que compreende, além dos dados do médico prescritor e do paciente, dados do fornecedor e do comprador.
As regras rígidas objetivam coibir o uso abusivo do Venvanse, que altera o funcionamento do sistema nervoso central.
Com o tempo, o paciente pode desenvolver quadros de tolerância, quando são necessárias doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito inicial.
E ficar tentado a aumentar a dosagem, sob o risco de sofrer uma overdose.
Outro problema grave é a dependência física e psíquica, que ocorre quando o funcionamento do organismo fica condicionado à presença da substância.
Visando preservar a saúde dos pacientes, a Anvisa inseriu o dimesilato de lisdexanfetamina (princípio ativo do Venvanse) no grupo mais restrito de seu regulamento de remédios controlados, estabelecido pela Portaria SVS/MS nº 344/1998.
A receita amarela tem validade de 30 dias, contados a partir da data de emissão, e pode disponibilizar medicamento suficiente para até um mês de tratamento.
Dúvidas frequentes sobre Venvanse
Vamos, agora, esclarecer algumas questões recorrentes sobre o uso do fármaco.
Confira:
Quais são os efeitos colaterais do Venvanse?
As reações adversas mais comuns englobam:
- Redução do apetite
- Problemas para dormir
- Dor de cabeça
- Perda de peso
- Boca seca
- Agitação
- Dor abdominal superior
- Tique
- Labilidade emocional (variação de humor)
- Aumento da atividade psicológica e motora
- Agressividade
- Tontura
- Depressão
- Irritabilidade
- Inquietação
- Náusea
- Vômito
- Diarreia
- Erupção da pele
- Febre.
No entanto, o medicamento também pode provocar pressão alta, fadiga, palpitação no coração, falta de ar, alucinação, convulsão, cardiomiopatia e outros problemas cardíacos.
O que é efeito rebote do Venvanse?
Efeito rebote é um termo usado para descrever o bde forma intensa após uma parada súbita no tratamento com uma substância que pode causar dependência. Ou seja, esse é um risco quando uma pessoa que usa Venvanse interrompe o tratamento subitamente.
O desmame desse medicamento deve ser gradual e sob supervisão médica.
É perigoso tomar Venvanse?
A automedicação é perigosa, sim. Essa conduta ameaça a vida e a saúde, aumentando as chances de reações adversas. Em especial se o usuário tiver uma das condições que contraindicam o Venvanse, ou seja:
- Endurecimento das artérias
- Pressão alta moderada a grave
- Hipertireoidismo
- Doença dos olhos, chamada glaucoma
- Muita ansiedade, tensão ou agitação
- História de abuso de drogas
- Uso, nos últimos 14 dias, de um medicamento para depressão chamado de inibidor da monoamina oxidase (IMAO)
- Sensibilidade, alergia ou reação a outros medicamentos estimulantes.
Converse com seu médico para ser orientado sobre possíveis restrições.
Conclusão
Ao final deste artigo, você está informado sobre o Venvanse, seu efeito esperado e riscos.
Lembre-se de usar esse fármaco conforme a prescrição do médico, sem alterar os detalhes do tratamento.
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Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
Referências bibliográficas
https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=VENVANSE
https://oglobo.globo.com/saude/medicina/noticia/2022/07/venvanse-cresce-o-consumo-do-remedio-entre-jovens-para-melhorar-a-concentracao-entenda-os-graves-riscos-a-saude.ghtml
https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/04/06/2024/dimesilato-de-lisdexanfetamina-medicamento-para-tdah-ganha-sua-primeira-versao-generica
https://alagoas.al.gov.br/noticia/sesau-explica-diferenca-entre-medicamento-generico-similar-e-de-referencia
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs/1998/prt0344_12_05_1998_rep.html