Sopro no coração: o que é, sintomas, causas, tipos e tratamento

Por Dr. José Aldair Morsch, 27 de abril de 2026
Sopro no coração

Sopro no coração não é uma doença, mas uma condição que pode, ou não, sinalizar problemas cardíacos.

Diversos casos não comprometem a saúde, principalmente quando surgem em crianças ou adolescentes.

Porém, a presença do sopro em adultos ou junto a sintomas associados deve ser avaliada pelo cardiologista, médico apto para o diagnóstico e tratamento adequados.

Continue lendo para entender os sintomas, possíveis causas, tipos e tratamentos, além dos caminhos para receber assistência médica com agilidade.

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O que é sopro no coração?

Sopro no coração é um ruído atípico entre os batimentos cardíacos.

Ele decorre da passagem do sangue por áreas modificadas do músculo cardíaco.

O sopro é ouvido durante a ausculta cardíaca, técnica em que o médico usa um estetoscópio para escutar os ruídos emitidos durante as batidas do coração.

Quais os sintomas de sopro no coração?

Muitas vezes, essa condição é assintomática, sendo percebida apenas durante a consulta médica.

Principalmente quando o sopro não tem relação com doenças, o que comumente ocorre com crianças e adolescentes.

Mas há casos em que o ruído atípico aparece combinado a sintomas como:

A seguir, falo sobre as possíveis origens dessa condição.

Ruído no coração

As vezes, essa condição é assintomática, sendo percebida apenas durante a consulta médica

O que causa sopro no coração?

Quando não reflete uma doença, o sopro cardíaco costuma surgir por fatores anatômicos e funcionais do aparelho cardiovascular, que ainda não está maduro em crianças e adolescentes.

Já o sopro cardíaco patológico resulta de alterações nas válvulas ou outras partes do coração, provocadas por:

  • Cardiopatias congênitas (presentes desde o nascimento)
  • Degeneração das válvulas do coração, o que pode ocasionar insuficiência mitral, estenose e outras doenças
  • Febre reumática (reação do sistema imunológico a infecção pela bactéria estreptococo).
  • Anemia grave
  • Hipertireoidismo (disfunção da glândula tireoide).

Na sequência do texto, esclareço sobre o diagnóstico da condição.

Como saber se tenho sopro no coração?

O diagnóstico começa na consulta com cardiologista ou pediatra, quando o médico identifica o ruído do sopro.

Se necessário, ele pode fazer a solicitação de exames complementares, como o eletrocardiograma (que avalia a atividade elétrica do coração) e o raio-X de tórax (que mostra uma fotografia interna do órgão).

Porém, é mais frequente o pedido pelo ecocardiograma, uma ultrassonografia que mostra detalhes da anatomia e funcionamento do coração em tempo real.

Assim, dá para ir além da simples constatação da presença do sopro cardíaco, identificando sua causa para indicar o melhor tratamento.

Sopro no coração é grave?

Depende do tipo e da causa.

Citei, nos tópicos anteriores, o sopro funcional ou inocente, que acomete cerca de 40% a 50% das crianças saudáveis, segundo estudos, e não prejudica a saúde.

No entanto, o sopro patológico pode indicar uma doença grave, capaz de evoluir para insuficiência cardíaca – quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para nutrir as células do organismo.

A dica, então, é buscar orientação médica para entender seu quadro de saúde e as possíveis complicações.

Tipos de sopro no coração

A condição pode ser dividida em dois tipos:

  • Sopro funcional (inocente): bastante comum entre os 3 e 8 anos, é inofensivo, aparecendo devido a características do sistema vascular durante a infância e adolescência
  • Sopro patológico: mais frequente entre pacientes adultos, decorre de lesões ou falhas na estrutura do coração, sinalizando uma doença de fundo.

Pacientes com ambos os tipos devem ter acompanhamento médico.

Sopro cardíaco

O tratamento da doença de base é fundamental, podendo inclusive ser suficiente para resolver

Qual o tratamento para sopro no coração?

Casos de sopro funcional não requerem tratamento, pois cessam conforme o sistema cardiovascular amadurece.

Assim, é indicado apenas o acompanhamento regular junto ao cardiologista para identificar qualquer anormalidade.

Já os quadros de sopro patológico são tratados conforme a causa, comumente utilizando remédio para hipertensão, controle da frequência cardíaca (betabloqueadores), redução do acúmulo de fluido nos pulmões (diuréticos), entre outros.

O tratamento da doença de base é fundamental, podendo inclusive ser suficiente para resolver certos quadros de sopro cardíaco – a exemplo dos provocados por hipertireoidismo ou anemia.

Se for preciso reparar ou substituir uma válvula do coração, o médico pode indicar o cateterismo (procedimento minimamente invasivo) ou cirurgia cardíaca.

A recomendação do tratamento adequado é dada pelo cardiologista, que pode atender presencialmente ou via consulta de telemedicina.

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Perguntas frequentes sobre sopro no coração

Nesta seção, esclareço algumas dúvidas comuns sobre o sopro cardíaco.

Sopro no coração tem cura?

Embora não seja uma doença, podemos dizer que o sopro tem cura. O sopro funcional cessa espontaneamente, enquanto o sopro patológico tende a se resolver com o controle ou tratamento da doença de fundo.

Sopro no coração pode causar infarto?

De forma direta, não. Porém, o sopro patológico pode aumentar o risco de infarto, se for sintoma de um problema cardíaco nas válvulas, por exemplo. Nesse cenário, o coração fica sobrecarregado e certas áreas do órgão podem deixar de ser irrigadas pelo sangue, desencadeando o ataque cardíaco.

Quem tem sopro no coração pode passar nervoso?

Não é recomendado passar por muitas situações estressantes quando se tem sopro cardíaco. Isso porque elas levam à liberação de adrenalina, sobrecarregando ainda mais o coração, o que tende a agravar os sintomas do sopro patológico.

Quem tem sopro no coração pode fazer academia?

Depende do caso. Geralmente, é indicado fazer exercícios leves para não agravar o quadro. O paciente deve passar pela avaliação do cardiologista para a prática de exercícios com segurança.

Conclusão

Nem sempre o sopro no coração é preocupante, entretanto, a condição deve motivar um acompanhamento via consulta com cardiologista, pelo menos uma vez ao ano.

Você pode contar com a praticidade da teleconsulta para manter esses e outros cuidados de saúde em dia.

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Referências bibliográficas

https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/cfc-324214 

https://saude.abril.com.br/medicina/sopro-no-coracao-por-que-ele-acontece/ 

https://ge.globo.com/eu-atleta/saude/guia/sopro-cardiaco-com-orientacao-nao-impede-pratica-de-atividades-fisicas.html

https://fiocruz.br/video/ligado-em-saude-sopro-cardiaco

https://jornal.usp.br/radio-usp/programas/sopro-cardiaco-em-criancas-de-tres-a-oito-anos-pode-ser-inofensivo/

https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/10/especialistas-falam-sobre-sopro-no-coracao-e-desmaio-no-bem-estar.html

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin