Clorpromazina: para que serve, receita e como tomar

Por Dr. José Aldair Morsch, 28 de agosto de 2023
Clorpromazina

Gostaria de saber mais sobre a clorpromazina?

Esse é um fármaco antipsicótico usado também no combate a dores e outros sintomas incômodos.

Está disponível nas apresentações comprimidos revestidos de 25 mg ou 100 mg, solução oral de 40mg/ml ou solução injetável de 5mg/mL.

Nas próximas linhas, explico mais sobre o mecanismo de ação, como tomar e regras para a receita médica.

Acompanhe até o final e conheça também o método mais rápido e econômico para acessar o medicamento que você precisa.

O que é clorpromazina?

Clorpromazina é um medicamento antipsicótico destinado a pacientes pediátricos, adultos, idosos e, em alguns casos, para gestantes.

Embora seja eficiente, a substância atua no sistema nervoso central, o que requer cautela para fazer o uso seguro.

Antes de iniciar o tratamento, peça orientação ao seu médico e leia a bula para evitar problemas devido a interações medicamentosas.

Para que serve clorpromazina

O fármaco serve para tratar perturbações mentais, emocionais, dores e outros sintomas.

Uma vez que alcança o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal), age para estabilizar seu funcionamento, diminuindo excitações e agitações anormais.

Pode ser receitado tanto para uso único (em monoterapia) quanto junto a outros remédios para complementar o tratamento.

Principais indicações

Conforme a bula, o cloridrato de clorpromazina pode ser indicado para tratar:

  • Quadros psiquiátricos agudos, como episódios maníacos relacionados ao transtorno bipolar
  • Controle de psicoses de longa evolução
  • Manifestação de ansiedade e agitação
  • Soluços incoercíveis (que não param)
  • Náuseas e vômitos
  • Neurotoxicoses (aceleração da respiração e convulsão com os olhos dilatados) infantis
  • Tétano, quando associado aos barbitúricos (medicamento depressor do sistema nervoso central)
  • Dor obstétrica
  • Eclâmpsia (séria complicação da gravidez caracterizada por convulsões).

Também pode ser prescrito quando houver a necessidade de:

  • Ação neuroléptica (diminui a excitação e a agitação)
  • Ação vagolítica (interrupção dos impulsos transmitidos pelo nervo vago)
  • Ação simpatolítica (efeito oposto à atividade produzida pelo estímulo do sistema nervoso simpático)
  • Ação sedativa (diminui a ansiedade e tem efeito calmante)
  • Ação antiemética (diminui o enjoo e vômito).

Essas e outras indicações do remédio dependem da avaliação médica.

Como tomar cloridrato de clorpromazina

Como mencionei na abertura do texto, o medicamento pode ser encontrado em comprimidos revestidos de 25 mg ou 100 mg, solução oral de 40mg/ml ou solução injetável de 5mg/mL.

Veja as principais recomendações para cada forma farmacêutica abaixo – se precisar de mais detalhes, consulte a bula.

Comprimidos revestidos e solução oral

O comprimido deve ser ingerido inteiro, com a ajuda de um pouco de água, sem ser partido, mastigado ou esmagado.

Caso esteja utilizando a solução oral, considere que cada gota contém 1 mg de clorpromazina.

A dosagem prescrita muda conforme a faixa etária do paciente, como explico abaixo:

  • Adultos: o tratamento começa com doses baixas, entre 25 e 100 mg, divididos em até 4 tomadas por dia. Dependendo da necessidade e tolerabilidade do paciente, a dose é aumentada de maneira progressiva em alguns dias, sem ultrapassar o limite de 2g diários. A dose usual para a maioria dos pacientes vai de 0,5 a 1 g por dia
  • Crianças acima de 2 anos: a dose inicial é de 1 mg/kg/dia, dividida em 2 ou 3 tomadas. Pode ser aumentada gradualmente, desde que não exceda o total diário de 40 mg, em crianças abaixo de 5 anos, ou 75 mg, em crianças mais velhas
  • Idosos (acima de 65 anos): geralmente, a dose inicial corresponde à metade da dosagem prescrita para adultos, pois esse grupo de pacientes é altamente suscetível aos efeitos adversos do medicamento. Cabe ao médico fazer os ajustes necessários.

Se tiver dúvidas, observe a bula ou converse com seu médico.

Solução injetável

É indicada para pacientes internados, devido à ação mais rápida em comparação aos comprimidos ou gotas, mas deve ser substituída pela via oral assim que os sintomas forem controlados.

A agulha deve ser inserida profundamente por via intramuscular, a fim de prevenir reações adversas locais, o que exige o manuseio por um profissional de saúde.

Receita de clorpromazina

Para comprar clorpromazina, é necessário ter a receita C1.

Isso porque o remédio é controlado pela Anvisa, fazendo parte do grupo C1 descrito na pela Instrução Normativa SVS/MS nº 344/1998.

Além de antipsicóticos, o grupo contempla anticonvulsivantes, antiparkinsonianos e antidepressivos.

Eles devem ser prescritos através da receita de controle especial, emitida em duas vias para que a primeira fique retida na farmácia.

Enquanto a segunda tem a finalidade de orientar pacientes e cuidadores quanto ao tratamento.

A prescrição do tipo C1 tem cor branca, validade de 30 dias e pode liberar remédio suficiente para até 60 dias de tratamento.

Dúvidas frequentes sobre clorpromazina

Veja agora respostas para questões comuns sobre o uso deste medicamento.

Clorpromazina serve para dormir?

Não, a clorpromazina não é indicada para indução do sono.

Porém, a sonolência está entre os efeitos colaterais do remédio, sendo percebida principalmente nas primeiras horas após tomar o remédio.

Quem não pode tomar clorpromazina?

O fármaco é contraindicado para:

  • Crianças com menos de 2 anos
  • Pessoas que tenham alergia à clorpromazina e demais componentes da fórmula
  • Portadores de glaucoma de ângulo fechado (aumento da pressão intraocular)
  • Pacientes sob o risco de retenção urinária (urina presa), ligado aos problemas uretroprostáticos (uretra e próstata)
  • Quem estiver em uso de levodopa (remédio empregado no tratamento da doença de Parkinson)
  • Indivíduos que apresentem comas barbitúricos (coma temporário provocado por uma dose controlada de medicamento barbitúrico) e etílicos (coma provocado por ingestão de álcool)
  • Pessoas com sensibilidade às fenotiazinas (medicamento tranquilizante)
  • Quem sofre com doença cardiovascular grave ou depressão grave do sistema nervoso central.

Sempre converse com seu médico sobre possíveis restrições a qualquer remédio.

Qual é o efeito colateral da clorpromazina?

As reações adversas mais comuns são:

  • Ganho de peso
  • Sedação
  • Sonolência
  • Síndrome extrapiramidal (alteração neurológica que leva a distúrbios do equilíbrio e da movimentação)
  • Hipertonia
  • Mioclonias
  • Opistótono
  • Efeitos atropínicos (secura da boca, obstipação intestinal (prisão de ventre))
  • Acatisia (impossibilidade de ficar parado)
  • Discinesias tardias (movimentos incontroláveis que ocorrem após uso de medicamentos por longo período).

Se perceber algum desses efeitos, comunique o seu médico.

Conclusão

Gostou de saber mais sobre a clorpromazina?

Vale lembrar que o uso indiscriminado tem riscos, portanto, não se automedique.

Se estiver com sintomas de distúrbios psicóticos, náusea, vômito ou dor, procure assistência médica para receber o diagnóstico e tratamento adequados.

Você pode usar a teleconsulta na plataforma Morsch para receber atendimento rápido.

Basta acessar a página de agendamentos e usar o filtro de especialidades para escolher o profissional de sua preferência.

Caso esteja buscando apenas a renovação de receitas para uma prescrição que está perdendo a validade, saiba que dá para pedir um novo documento online.

Clique aqui e preencha um pequeno formulário para receber sua receita digital por e-mail.

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

COMPARTILHE