Espondilose lombar: o que é, tipos, sintomas e tratamento

Por Dr. José Aldair Morsch, 2 de junho de 2026
Espondilose é grave

A espondilose lombar pode provocar sintomas incômodos, como dor nas costas e dificuldade para permanecer em uma mesma posição por longos períodos.

Ela reflete o desgaste de estruturas da coluna lombar, apresentando desde formas leves até condições graves.

Ao primeiro sinal dessa doença, é fundamental procurar ajuda médica para evitar agravos à saúde.

Continue lendo para conhecer sobre sintomas, tipos e tratamentos para a espondilose lombar. Se preferir, você pode receber orientação médica online agora mesmo.

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O que é espondilose lombar?

Espondilose lombar é uma doença articular degenerativa que acomete a coluna lombar.

Ou seja, a área inferior das costas, formada por 5 vértebras (L1 a L5) e essencial para sustentar o peso corporal.

Chamada também de artrose na coluna lombar, a patologia é caracterizada pelo desgaste da cartilagem das articulações e por alterações ósseas que levam à formação de osteófitos.

Popularmente conhecidos como bicos de papagaio, os osteófitos são projeções ósseas ao redor das articulações.

Continue lendo para conhecer seus sintomas.

Quais os sintomas de espondilose lombar?

Em alguns casos, a doença pode ser assintomática.

Segundo descreve a Sociedade Brasileira de Reumatologia, por volta dos 75 anos, 85% das pessoas têm evidência radiológica ou clínica da artrose (osteoartrite), mas a dor crônica acomete apenas 30 a 50% dos indivíduos com alterações em exames radiológicos.

Quando se manifestam, os sintomas comuns são:

  • Dor lombar que piora com certos movimentos e, às vezes, irradia para uma ou ambas as pernas 
  • Formigamento
  • Rigidez na coluna
  • Sensibilidade ao toque
  • Fraqueza nas pernas.

Na sequência, esclareço sobre os tipos da condição.

Espondilose

A doença não é grave, sendo consequência do desgaste natural pelo envelhecimento

Tipos de espondilose lombar

A espondilose lombar pode ser apresentada em tipos.

A divisão abaixo não representa um padrão oficial de classificação, mas segue o predomínio das alterações degenerativas observadas:

  • Espondilose lombar sem estenose: é a forma mais leve ou tipo I, em que existem alterações nos discos entre as vértebras, mas não há hérnia, nem deslocamentos
  • Espondilose lombar com estenose: no tipo II, há maior comprometimento do disco intervertebral, com degeneração e abaulamento. Contudo, não há hérnia de disco, necessariamente
  • Espondilose lombar com estenose e hérnia de disco: no tipo III, o conteúdo do disco intervertebral se projeta para fora, desencadeando a hérnia de disco.

Continue lendo para entender sobre os riscos da condição.

Espondilose lombar é grave?

Geralmente, a doença não é grave, sendo consequência do desgaste natural pelo envelhecimento.

No entanto, a espondilose pode evoluir para quadros de maior gravidade quando existe compressão nervosa severa, o que pode ocorrer em casos avançados de hérnia de disco.

Vale buscar ajuda médica diante dos seguintes sinais de alerta:

  • Fraqueza intensa nas pernas
  • Dificuldade para caminhar normalmente
  • Formigamento
  • Dormência.

Em casos extremos, podem ocorrer alterações no funcionamento da bexiga ou do intestino, pedindo intervenção cirúrgica.

Falo mais sobre o tratamento nos tópicos seguintes.

Espondilose lombar tem cura?

A doença é crônica. Portanto, a espondilose não tem cura, mas tem tratamento.

Mesmo nos quadros moderados ou severos, exercícios de fisioterapia, medicações e outras medidas terapêuticas preservam os movimentos e aliviam sintomas.

Daí a importância de consultar um reumatologista ou ortopedista assim que houver qualquer suspeita de artrose na coluna.

Esse diagnóstico precoce pode ser feito até mesmo durante a realização de exames de imagem devido a outros motivos, uma vez que o desgaste lombar é um achado relativamente comum.

Principalmente em pessoas com mais de 40 anos que tenham sofrido fratura na coluna, sejam praticantes de esportes de impacto ou tenham exercido trabalho pesado, carregando excesso de carga, por exemplo.

Isso porque movimentos repetitivos acentuam o desgaste intervertebral natural.

Espondilose é grave

A espondilose pode evoluir para quadros de maior gravidade quando existe compressão nervosa severa

Qual o tratamento para espondilose lombar?

Comumente, o tratamento foca na manutenção da qualidade de vida do paciente, combinando:

  • Medicamentos: anti-inflamatórios reduzem a inflamação, enquanto analgésicos combatem a dor. Alguns pacientes se beneficiam do uso temporário do colete ortopédico
  • Fisioterapia: exercícios específicos, destinados a fortalecer a musculatura e dar estabilidade à coluna lombar, são recomendados. A prática regular evita a perda de mobilidade e diminui sintomas como dor e rigidez.

Caso essas medidas sejam ineficazes ou não alcancem o resultado esperado, o ortopedista pode indicar cirurgia.

Na suspeita de espondilose, o ideal é ir até o consultório médico para passar pelo exame físico.

Já o acompanhamento posterior pode ser feito via consulta por videoconferência, que oferece maior comodidade e praticidade.

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Perguntas frequentes sobre espondilose lombar

Veja respostas rápidas para dúvidas comuns a seguir.

Espondilose lombar aposenta?

Depende do caso. Para dar direito à aposentadoria por invalidez, a doença deve ter causado incapacidade total e permanente para o trabalho. A concessão do benefício previdenciário requer laudos médicos que comprovem a incapacidade, bem como confirmação por perícia do INSS.

O que fazer quando se tem espondilose lombar?

É indicado evitar carregar peso e investir em ergonomia no trabalho, adequando o posto e atividades para evitar que a doença se agrave. Também vale adotar hábitos saudáveis, como a prática de atividade física regular (sob orientação médica) e boas noites de sono.

O uso de remédios deve ser feito apenas sob prescrição médica, pois a automedicação pode mascarar sintomas, atrasar o diagnóstico e tratamento adequado.

Quais são os riscos da espondilose lombar?

A condição pode levar à limitação física devido à dor crônica, comprometimento da estabilidade da coluna lombar e, nos piores quadros, compressão nervosa grave.

Quem tem espondilose lombar pode pegar peso?

Exercícios com pesos leves e sob supervisão podem fazer parte do tratamento da espondilose. Entretanto, não é recomendado levantar peso ou realizar esforço físico intenso, pois essas ações tendem a agravar o quadro.

Conclusão

Gostou de saber mais sobre a espondilose lombar?

Então, compartilhe o conteúdo com sua rede para que mais pessoas sejam conscientizadas sobre essa doença degenerativa.

Tem mais artigos sobre saúde e bem-estar esperando por você em nosso blog.

 

Referências bibliográficas

https://www.reumatologia.org.br/doencas-reumaticas/osteoartrite-artrose/

https://www.scielo.br/j/rbso/a/CQfHrQKGrNDftbNygyBJgPw/?lang=pt

https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/protocolos/pcdt-espondilose-2013-1.pdf

https://www.saudebemestar.pt/pt/clinica/ortopedia/espondilose/

https://www.gov.br/pt-br/servicos/solicitar-beneficio-por-incapacidade-permanente-aposentadoria-por-invalidez

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin