Rivotril: para que serve, receita e como tomar

Por Dr. José Aldair Morsch, 4 de fevereiro de 2025
Rivotril

Famoso por seu rápido efeito tranquilizante, o Rivotril deve ser utilizado com cuidado.

Isso porque seu uso contínuo pode desencadear tolerância e dependência, colocando a integridade e até a vida do paciente em risco.

Mas é possível obter um tratamento seguro, seguindo a orientação médica à risca e comunicando possíveis reações adversas.

Saiba mais sobre elas, detalhes da posologia e prescrição do Rivotril nos próximos tópicos do texto.

Você ainda vai conferir dicas para solicitar e renovar a receita médica online sem complicação.

O que é Rivotril?

Rivotril é um fármaco sedativo da classe dos benzodiazepínicos.

Seu princípio ativo é o clonazepam, útil para reverter quadros de grande excitação dos neurônios – as células cerebrais.

Devido à interferência no funcionamento do sistema nervoso central, tanto o clonazepam quanto os demais medicamentos benzodiazepínicos têm a embalagem marcada com tarja preta.

Rivotril está disponível sob a forma de comprimidos 0,5 mg e 2 mg, ou na versão gotas.

Ainda neste texto, você confere informações sobre como tomar.

Para que serve Rivotril

O remédio serve para tratar distúrbios epilépticos, psicóticos, de ansiedade e humor.

Seu mecanismo de ação inibe o sistema nervoso, resultando em um efeito anticonvulsivante, sedativo, tranquilizante e relaxante muscular.

Dependendo do quadro de saúde, esse medicamento pode ter uso adulto e pediátrico.

Principais indicações

Segundo informa a bula do Rivotril, disponível no bulário da Anvisa, as indicações incluem:

  • Crises epilépticas e espasmos infantis (síndrome de West)
  • Transtornos de ansiedade
  • Distúrbio do pânico com ou sem medo de espaços abertos
  • Fobia social (medo de situações como falar em público)
  • Transtorno afetivo bipolar (fases de depressão e mania): tratamento da mania
  • Depressão maior: associado à antidepressivos na depressão ansiosa e início do tratamento
  • Acatisia (inquietação extrema, geralmente provocada por medicamentos psiquiátricos)
  • Síndrome das pernas inquietas (desconforto ou dor nas pernas que leva à necessidade de movimentá-las, prejudicando o sono)
  • Vertigem e distúrbios do equilíbrio: náuseas, vômitos, desmaios, quedas, zumbidos e distúrbios auditivos
  • Síndrome da boca ardente (sensação de queimação na parte interna da boca, sem alterações físicas).

Lembrando que a indicação de qualquer medicamento depende de uma consulta médica.

Como tomar Rivotril

Os comprimidos de 0,5 mg e 2 mg ou as gotas devem ser tomados por via oral, com a ajuda de um pouco de líquido não alcoólico.

Siga o tratamento conforme a prescrição médica.

Geralmente, ele se inicia com doses mais baixas e pode ser ajustado posteriormente.

A seguir, reproduzo os esquemas terapêuticos recomendados na bula do remédio:

  • Distúrbios epilépticos em adultos: a dosagem inicial não deve exceder os 1,5 mg/dia, dividida em 3 doses. A dose máxima diária corresponde a 20 mg
  • Distúrbios epilépticos em pacientes entre 10 e 16 anos: a dose inicial é de 1 a 1,5 mg/dia, dividido em 2 a 3 doses. Ela pode ser aumentada até o máximo de 3 a 6 mg/dia.
  • Distúrbios epilépticos em recém-nascidos e crianças até 10 anos de idade ou 30 kg de peso: a dose inicial média é de 0,01 a 0,03 mg/kg/dia. A dose de manutenção não deve exceder 0,05 mg/kg/dia, dividido em 2 ou 3 doses diárias
  • Síndrome do pânico: dose inicial de 0,5 mg/dia, dividida em 2. Pode-se aumentar a dose a critério médico
  • Transtornos de ansiedade: a dosagem varia de 0,25 mg a 4,0 mg/dia. A dose recomendada corresponde a 0,5 a 1,5 mg/dia (dividida em 3x/dia)
  • Fobia social: a dosagem varia entre 0,25 mg/dia até 6,0 mg/dia (2,0 mg, 3x/dia). Dose recomendada: 1,0 a 2,5 mg/dia
  • Transtorno afetivo bipolar (tratamento da mania): 1,5 mg a 8 mg/dia. Dose recomendada de 2,0 a 4,0 mg/dia
  • Depressão maior (associado a antidepressivos): 0,5 a 6,0 mg/dia. Dose recomendada: 2,0 a 4,0 mg/dia
  • Acatisia: 0,5 mg a 4,5 mg/dia. Dose recomendada de 0,5 a 3,0 mg/dia
  • Síndrome das pernas inquietas: 0,5 mg a 2,0 mg/dia
  • Vertigem e distúrbios do equilíbrio: 0,5 mg a 1,0 mg ao dia (2x/dia)
  • Síndrome da boca ardente: 0,25 a 6,0 mg/dia. Dose recomendada de 1,0 a 2,0 mg/dia.

Havendo necessidade, converse com seu médico para possíveis ajustes.

Receita de Rivotril

O documento requerido para a aquisição do Rivotril é a receita B1.

Emitida em duas vias diferentes, essa prescrição permite a retenção da primeira via, destinada ao rastreio do fármaco por parte da Anvisa.

Esse controle é feito por meio da notificação de receita azul, preenchida com dados do médico prescritor, paciente, fornecedor e comprador de medicamentos psicotrópicos – grupo em que se enquadra o clonazepam.

Devido a riscos como a dependência, esse e outros remédios controlados pertencentes à lista B1 da Instrução Normativa SVS/MS 344/1998 são monitorados pelas autoridades de saúde.

Eles ainda podem provocar tolerância, quando o organismo exige doses cada vez maiores para ter o mesmo efeito inicial.

Nesse contexto, o usuário fica tentado a aumentar a dosagem por conta própria, elevando as chances de sofrer overdose.

Daí a necessidade de promoção do uso racional do Rivotril.

Junto à notificação de receita, o paciente recebe uma segunda via comum, com orientações médicas úteis.

A receita azul tem validade de 30 dias, contados a partir da data seguinte à emissão, e pode liberar fármaco suficiente para até dois meses de tratamento.

Dúvidas frequentes sobre Rivotril

Veja, a seguir, respostas para questões comuns sobre o fármaco:

Quais são os efeitos colaterais do Rivotril?

As principais reações adversas são:

  • Sonolência
  • Dor de cabeça
  • Infecção das vias aéreas superiores
  • Cansaço
  • Gripe
  • Depressão
  • Vertigem
  • Irritabilidade
  • Insônia
  • Perda da coordenação de movimentos e da marcha
  • Perda do equilíbrio
  • Náusea
  • Sensação de cabeça leve
  • Sinusite
  • Concentração prejudicada.

Qualquer que seja a reação percebida, é importante informar ao seu médico.

O que não se pode misturar com Rivotril?

Não se deve misturar álcool ou substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC) com o medicamento, pois isso pode causar sedação grave e até coma.

Evite também remédios que impactam o SNC, como antidepressivos, medicamentos para dormir, alguns analgésicos, antipsicóticos, ansiolíticos e anticonvulsivantes.

Quem não pode tomar Rivotril?

Rivotril é contraindicado para pacientes:

  • Com alergia a clonazepam ou a qualquer dos componentes da fórmula
  • Que tenham insuficiência respiratória grave ou comprometimento do fígado grave
  • Portadores de glaucoma agudo de ângulo fechado.

Novamente, converse com seu médico para informar sobre possíveis restrições.

Conclusão

Gostou de saber mais sobre o Rivotril?

Então, lembre-se de evitar a automedicação e outras práticas perigosas.

Caso precise passar em consulta médica, conte com a comodidade da teleconsulta na plataforma Morsch.

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Este conteúdo tem caráter estritamente informativo. A Telemedicina Morsch não possui vínculo ou relação comercial com indústrias farmacêuticas. Converse sempre com seu médico para receber o tratamento adequado.
Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin