Saiba qual remédio tomar para dengue e como a telemedicina pode ajudar

Por Dr. José Aldair Morsch, 16 de janeiro de 2026
Qual remédio tomar para dengue

Afinal, qual remédio tomar para dengue?

A resposta para essa questão é muito importante, em especial porque existem medicamentos contraindicados na suspeita de dengue.

Tanto esses fármacos como as opções seguras são facilmente encontrados nas farmácias, e muitos deles podem ser comprados sem receita.

Por isso, vale a leitura deste artigo até o final para saber quais remédios evitar.

Também é importante recordar os sintomas e qual médico procurar para receber o diagnóstico e a recomendação do tratamento adequado para a dengue. 

Você pode, inclusive, receber orientação médica online personalizada, via plantão clínico 24 horas.

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Qual remédio tomar para dengue?

Antes de comentar as alternativas de medicamentos, vale dizer que a dengue é uma doença viral, e que o vírus causador é combatido pelo sistema imunológico.

Em outras palavras, não existe um remédio que trate a dengue, pois são as células de defesa do organismo que lutam para expulsar o vírus.

O que existe são remédios para aliviar os sintomas da doença, que podem incomodar bastante.

As principais classes dos fármacos usados no tratamento dos sintomas são analgésicos (remédios para dor) e antitérmicos (remédios para febre).

De forma geral, os médicos costumam prescrever dipirona e paracetamol – ambos com efeito analgésico e antitérmico – como opções seguras na suspeita de dengue.

No entanto, esses e outros remédios só devem ser tomados sob prescrição médica, pois existem riscos graves para quem se automedica.

Também é indicado reforçar a hidratação, consumindo de 60 a 80 ml de líquido por kg de peso todos os dias.

Nesse cenário, é bom tomar, além de água e sucos naturais, soros para repor os sais minerais perdidos pelo corpo devido à dengue.

Qual medicamento tomar para dengue

Alguns remédios não devem ser tomados se houver sintomas ou suspeita de dengue

Remédios contraindicados na suspeita de dengue

Alguns remédios não devem ser tomados se houver sintomas ou suspeita de dengue.

Vários deles são medicamentos isentos de prescrição (MIP), a exemplo da aspirina e do AAS, podendo ser comprados sem receita médica, o que facilita a automedicação.

Por consequência, isso eleva o risco de hemorragias, uma vez que a dengue pode deixar os vasos sanguíneos frágeis.

Os principais fármacos que devem ser evitados nesse cenário são:

  • Anti-inflamatórios não esteroidais: ibuprofeno, diclofenaco, nimesulida, naproxeno, cetoprofeno, ácido acetilsalicílico (AAS), ácido salicílico, diflunisal, salicilato de sódio, metilsalicilato
  • Corticoides: prednisona, prednisolona, dexametasona, hidrocortisona.

É importante dizer que pessoas que fazem uso contínuo desses fármacos, como aquelas que utilizam AAS para “afinar o sangue” e evitar problemas cardíacos, não devem interromper o uso por conta própria.

O mais correto é consultar o médico para que ele faça as adequações no tratamento, a fim de prevenir complicações de doenças cardiovasculares.

Quais os sintomas da dengue?

Segundo informa o Ministério da Saúde, os sintomas de dengue clássica são:

  • Febre alta (acima de 39°C), ou, em alguns casos, febre baixa
  • Dor de cabeça ou dor atrás dos olhos
  • Enjoo
  • Moleza
  • Dor nas articulações
  • Manchas vermelhas no corpo.

Já os sinais de alerta para a dengue grave incluem:

  • Dor na barriga intensa
  • Vômitos frequentes
  • Tontura ou sensação de desmaio
  • Dificuldade de respirar (falta de ar)
  • Sangramento no nariz, gengivas e fezes
  • Cansaço ou irritabilidade.

Diante desses sintomas, vá ao pronto-socorro mais próximo para receber atendimento rápido.

Como fazer o diagnóstico da dengue?

O diagnóstico cabe apenas ao médico, que faz a avaliação dos sintomas e pode pedir exames complementares para confirmar a infecção pelo vírus da dengue.

Porém, como os resultados de testes de dengue podem levar dias para sair, é comum que a conduta médica priorize o diagnóstico clínico, feito a partir dos sintomas e da presença do vetor da doença na região.

No Brasil, o principal vetor que transmite a dengue é o mosquito Aedes aegypti, que tem atuação intensificada durante os meses chuvosos do verão.

Caso o médico suspeite da doença, faz a prescrição do tratamento, combinando medidas como repouso e hidratação por via oral a remédios para diminuir o desconforto do paciente.

Simultaneamente, ele pode solicitar testes de sorologia, antígeno NS1 e RT-PCR, feitos através da análise de fluidos corporais, para confirmar a hipótese diagnóstica.

Quem pode indicar o tratamento para dengue?

Comumente, o diagnóstico e tratamento inicial são realizados pelo clínico geral, que é um médico generalista; ou pelo pediatra, se o paciente for criança ou adolescente.

Isso porque os sintomas da dengue são inespecíficos, podendo sinalizar diversas doenças.

Daí a procura pelo médico generalista, que pode fazer uma análise ampla e recomendar o tratamento com agilidade.

O objetivo é impedir o agravamento dos sintomas ou a evolução para quadros graves, como a dengue conhecida como hemorrágica.

Dependendo do caso, o clínico pode encaminhar o paciente a um infectologista, que é o médico especializado em doenças infecciosas (provocadas por microrganismos como os vírus).

Remédio para dengue

O diagnóstico e tratamento inicial são realizados pelo clínico geral, que é um médico generalista

Como marcar teleconsulta com clínico geral ou infectologista?

Escolher a consulta de telemedicina dá celeridade ao atendimento, acabando com as filas de espera.

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  5. Preencha o formulário com informações de identificação e prossiga
  6. Crie uma senha e acesse o sistema
  7. Confirme o horário da teleconsulta e faça o pagamento.

Meia hora antes do atendimento, você vai receber o link de acesso à sala virtual via WhatsApp ou SMS. 

Clique no link na hora marcada para iniciar a consulta por videoconferência.

Conclusão

Ao final deste artigo, você já sabe qual remédio tomar para dengue, e quais evitar.

Aproveite para compartilhar o texto para que mais pessoas estejam informadas e se previnam contra as complicações da doença!

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin