Grávida pode tomar dipirona? Entenda quais as indicações de uso

Por Dr. José Aldair Morsch, 12 de fevereiro de 2026
Grávida pode tomar dipirona

Será que grávida pode tomar dipirona? É seguro?

Essa é uma dúvida comum entre as futuras mães, pois a gestação é um período delicado.

Assim como os alimentos, componentes de remédios ingeridos podem atravessar a placenta e chegar ao feto em formação.

E tudo isso pede extremo cuidado por parte da gestante.

A seguir, esclareço se a dipirona pode ser indicada durante a gravidez, quais os cuidados e quando consultar um médico.

Grávida pode tomar dipirona?

Depende do período da gestação, além da condição de saúde da mãe do bebê.

Isso porque a dipirona não é o analgésico de primeira escolha durante a gravidez.

Dada a insuficiência de dados clínicos, a recomendação é evitar o medicamento no 1º trimestre.

Quando necessário, médicos indicam o uso desse fármaco somente no segundo trimestre (entre o quarto e o sexto mês), quando as chances de complicações são menores.

Ainda assim, só após avaliação risco/benefício.

Para que serve e como tomar dipirona?

Consultada através do bulário da Anvisa, a bula da dipirona afirma que o medicamento é indicado como analgésico (para dor) e antitérmico (para febre).

As formas farmacêuticas mais usadas são comprimidos de 500 mg ou 1g, além da solução oral (gotas).

A dose recomendada para pacientes maiores de 15 anos é de 500 mg a 1g, até 4 vezes ao dia.

Se o efeito de uma única dose for insuficiente ou após o efeito analgésico ter diminuído, a dose pode ser repetida respeitando-se o modo de usar e a dose máxima diária.

A indicação para gestantes deve ser personalizada pelo obstetra.

Quais são os riscos da dipirona na gravidez?

Tanto a dipirona quanto outros remédios são contraindicados no primeiro trimestre de gravidez, quando há maiores chances de abortamento.

Especificamente, a dipirona é contraindicada no terceiro trimestre também.

Há isco de fechamento prematuro do ducto arterial e complicações perinatais por prejuízo da agregação plaquetária.

O quadro pode resultar em doenças como hipertensão pulmonar neonatal e insuficiência cardíaca.

Em casos graves, pode ocorrer até óbito antes do nascimento.

Quem amamenta pode tomar dipirona?

Não é recomendado amamentar 48 horas após tomar dipirona.

De acordo com a bula do remédio, a substância é eliminada no leite materno, podendo causar problemas como a agranulocitose ou redução de células de defesa no organismo.

Nesse cenário, o bebê fica mais suscetível a infecções.

Na dúvida, o ideal é conversar com o obstetra ou pediatra para conseguir a orientação médica adequada ao seu caso.

Para acelerar o atendimento, você pode marcar uma consulta de telemedicina em instantes, recebendo o aconselhamento necessário para fazer um uso seguro de remédios na gravidez e após o parto.

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Conclusão

Ao final deste artigo, você entende que grávida pode tomar dipirona apenas com prescrição médica.

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Referências bibliográficas

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/04/07/gravida-pode-tomar-dipirona-saiba-se-remedio-e-perigoso.htm

https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=dipirona

https://www.scielo.br/j/brjp/a/HfxQFjJNvfbFFjgJkrzckTb/?lang=pt

https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-analgesicos-e-anti-inflamatorios-podem-ser-usados-em-gestantes/ 

https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2020-04/usodemedicamentosnagestacaomaeparanaense2014final.pdf 

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin