Clamídia: o que é, sintomas, causa, diagnóstico e tratamento

Por Dr. José Aldair Morsch, 15 de abril de 2026
Clamídia

A clamídia é uma infecção na qual muitos casos são assintomáticos, o que pode atrasar o diagnóstico e favorecer o desenvolvimento de complicações de saúde.

Dores crônicas e infertilidade estão entre os principais riscos para homens e mulheres infectados, mas ela também pode levar a problemas graves durante a gravidez. 

Nesse cenário, é muito importante realizar o check-up médico regularmente, além de passar em consulta se houver qualquer sinal de infecção, como explico nas próximas linhas.

Se preferir, dá para tirar dúvidas através da orientação médica online agora mesmo, via plantão clínico 24 horas.

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O que é clamídia?

Clamídia é uma infecção sexualmente transmissível ou IST provocada pela bactéria Chlamydia trachomatis.

Geralmente, é transmitida através de relações sexuais desprotegidas, com ou sem penetração. 

Mesmo quando não gera sintomas, a clamídia pode levar a complicações que afetam os órgãos genitais, ânus ou garganta da pessoa contaminada.

Quais são os sintomas de clamídia?

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 70% e 80% dos casos são assintomáticos, o que atrasa a detecção da doença.

Porém, cerca de 15 dias após a infecção, podem surgir sintomas como:

  • Dor ou ardência ao urinar
  • Corrimento vaginal amarelado ou esbranquiçado, que pode ter mau cheiro
  • Corrimento com pus em homens 
  • Dor no pé da barriga ou durante as relações sexuais (em mulheres)
  • Dor nos testículos (em homens)
  • Sangramento espontâneo fora do período menstrual ou durante o sexo, em mulheres.

Na sequência do texto, esclareço sobre o diagnóstico da clamídia.

Infecção clamídia

O tratamento é feito com o uso de antibióticos que combatem a bactéria causadora da infecção

Qual exame detecta clamídia?

Exames laboratoriais são utilizados para diagnosticar essa IST, com destaque para o exame molecular ou PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).

Esse procedimento começa com a coleta de uma amostra de secreção genital, anal, oral ou de urina em consultório, que é enviada a um laboratório para a identificação do DNA da bactéria Chlamydia trachomatis.

É comum que o exame seja pedido se houver sintomas ou parceiros sexuais diagnosticados com clamídia.

No entanto, ele também pode ser solicitado a partir de resultados de outros procedimentos, incluindo exames de rotina.

Como se pega clamídia?

A bactéria é transmitida através do sexo sem camisinha, seja ele vaginal, anal ou oral.

Outra via bem menos comum é o parto vaginal, que pode levar à contaminação do bebê caso a mãe tenha contraído clamídia durante a gestação.

Não se pega clamídia através da transfusão de sangue.

Como tratar clamídia?

O tratamento é feito com o uso de antibióticos que combatem a bactéria causadora da infecção.

Azitromicina e doxiciclina são exemplos desses medicamentos, que só devem ser usados conforme a prescrição médica.

É fundamental manter o tratamento durante todo o ciclo receitado pelo médico, ainda que não haja sintomas de clamídia, e evitar relações sexuais enquanto estiver tomando o antibiótico.

Assim, dá para prevenir possíveis reinfecções.

Outra medida preventiva recomendada é o tratamento dos parceiros sexuais dos últimos 60 dias, mesmo que não apresentem sinais de ISTs.

Caso a paciente esteja grávida, cabe ao ginecologista e obstetra prescrever o tratamento, considerando a relação risco-benefício para o bebê em formação.

A clamídia tem cura?

Sim, tem cura.

Com o tratamento correto, a bactéria é eliminada pelo organismo, levando à erradicação da doença.

Para isso, é preciso seguir a recomendação médica e receber o acompanhamento apropriado até o fim do tratamento.

Também é indicado um novo exame molecular depois de 3 meses para confirmar a cura.

Quanto tempo a clamídia fica no organismo?

Quando não diagnosticada e combatida, a bactéria responsável pela IST permanece por meses ou anos no organismo.

Nesses casos, há alto risco de complicações, incluindo a infertilidade masculina ou feminina.

Além de prejudicar a capacidade de gerar filhos, a clamídia pode provocar dores crônicas.

Também há risco de alcançar os órgãos reprodutores femininos superiores – útero, trompas e ovários –, desencadeando a doença inflamatória pélvica (DIP).

Nesse cenário, aumentam as chances de gravidez ectópica (gravidez nas trompas) e abscessos.

A presença da bactéria Chlamydia trachomatis também causa complicações na gravidez, a exemplo de aborto espontâneo, parto precoce e inflamação da camada interna do útero (endometrite).

O recém-nascido pode contrair a infecção durante o parto vaginal ou sofrer com conjuntivite neonatal (quadro capaz de levar à cegueira).

Como prevenir a clamídia?

A principal medida de prevenção é o uso de preservativo em todas as relações sexuais, evitando o contato com possíveis secreções contaminadas.

Tanto a camisinha masculina quanto a feminina oferecem boa proteção contra infecções sexualmente transmissíveis, incluindo a clamídia.

Também é válido fazer check-up anual, passando por consulta médica e bateria de exames para identificar qualquer alteração decorrente de quadros infecciosos.

Afinal, a clamídia é silenciosa na maioria das vezes, podendo ser suspeitada diante de anormalidades nos resultados de exames de rotina.

A manutenção do tratamento pelo período prescrito pelo médico, evitando o contato sexual, é outra ação para prevenir reinfecções.

Qual médico trata clamídia?

Diferentes médicos generalistas e especialistas podem diagnosticar e tratar essa doença.

Pacientes do sexo feminino costumam receber a assistência do ginecologista, que é o profissional especializado na avaliação e cuidados com o sistema reprodutor feminino e a saúde da mulher.

Já os pacientes do sexo masculino são atendidos e tratados pelo urologista, médico especialista no sistema urinário e aparelho reprodutor masculino.

O médico generalista ou clínico geral também pode identificar e iniciar o tratamento da clamídia e outras ISTs. Cabe a ele dar encaminhamento a um especialista se o quadro for grave ou se a terapia inicial não surtir o efeito desejado.

Esses e outros tipos de médicos estão disponíveis via consulta de telemedicina, dando mais praticidade à assistência em saúde.

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Conclusão

Abordei, neste artigo, detalhes sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção da clamídia.

Na presença de qualquer dos sintomas, procure ajuda médica para receber a assistência adequada com rapidez.

Conte também com a agilidade da teleconsulta para manter as rotinas de saúde em dia.

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Referências:

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/clamidia

https://saude.abril.com.br/medicina/o-que-e-clamidia-sex-education/

https://www.fcm.unicamp.br/adolescentes/aprenda/clamidia.html

https://www.msdmanuals.com/pt/casa/infec%C3%A7%C3%B5es/infec%C3%A7%C3%B5es-por-clam%C3%ADdia-e-micoplasmas/infec%C3%A7%C3%B5es-por-clam%C3%ADdia

https://www.otempo.com.br/brasil/2025/5/2/microbiota-vaginal-alterada-pode-aumentar-risco-de-clamidia-e-hpv-diz-estudo

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin