Candidíase é transmissível? Tire suas dúvidas e saiba como se prevenir

Por Dr. José Aldair Morsch, 15 de outubro de 2026
Candidíase é transmissível

Será que a candidíase é transmissível de pessoa para pessoa, ou consequência de comportamentos e fatores de risco?

Neste texto breve, esclareço como ocorre e como prevenir a doença, além de trazer dicas para conseguir orientação médica online de um jeito rápido e seguro.

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A candidíase é transmissível?

Não, a candidíase não é transmissível ou contagiosa.

Ela não é uma IST (infecção sexualmente transmissível), embora acometa a região íntima e possa ser ocasionalmente adquirida durante o sexo.

Nesses casos raros, o fungo Candida albicans passa para o parceiro devido a microtraumas decorrentes do atrito, e não ao compartilhamento de sangue e outros fluidos corporais.

Explico melhor a origem da candidíase a seguir.

Como se pega candidíase?

A doença é provocada principalmente pelo fungo Candida Albicans, que habita naturalmente a flora vaginal e intestinal das mulheres.

Porém, existem candidíases vulvovaginais provocadas por outras espécies de Candida.

Quando ocorre um desequilíbrio, ocorre a proliferação excessiva do fungo, desencadeando uma infecção que se manifesta através de sintomas como coceira, ardência ao urinar e corrimento branco em grumos.

Os seguintes fatores aumentam o risco de candidíase:

  • Imunidade baixa
  • Uso de roupas justas e tecidos sintéticos, que impedem a transpiração da região íntima
  • Permanência com maiô ou biquíni molhado após um banho de piscina ou de mar
  • Alimentação rica em açúcar e farinha branca
  • Tratamento com antibióticos, corticoides ou anticoncepcionais.

Confira dicas de prevenção na sequência.

Candidíase passa de parceiro para parceiro

Ela não é uma IST (infecção sexualmente transmissível), embora acometa a região íntima

Como prevenir a candidíase?

A infecção é bastante comum, afetando entre 75 e 80% das mulheres pelo menos uma vez na vida.

Porém, existem medidas preventivas simples e eficazes para evitar a candidíase, incluindo:

  • Fortalecer o sistema imunológico, mantendo uma dieta balanceada, prática regular de atividade física e boas noites de sono
  • Preferir roupas íntimas de algodão e dormir sem calcinha quando possível, permitindo a ventilação da área íntima 
  • Não fazer duchas íntimas nem usar cosméticos, desodorantes íntimos ou lenços umedecidos perfumados
  • Secar bem a região íntima após o banho
  • Trocar o biquíni ou maiô depois de entrar no mar ou na piscina, para não permanecer com roupas úmidas
  • Substituir a cada 3 horas o absorvente ou coletor menstrual
  • Diminuir o consumo de carboidratos refinados e açúcar
  • Fugir da automedicação, principalmente com antibióticos – que podem alterar a flora natural.

Na presença de sintomas incômodos, marque uma consulta com ginecologista (para mulheres) ou urologista (para homens).

O primeiro atendimento requer uma avaliação física e exames como o Papanicolau para confirmar a hipótese diagnóstica.

Já o acompanhamento posterior pode se beneficiar da consulta de telemedicina.

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Conclusão

É mito que a candidíase é transmissível, pois essa doença tem origem em um fungo que habita a região íntima.

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Referências bibliográficas

https://saude.abril.com.br/bem-estar/candidiase-saiba-como-se-prevenir-e-tratar/

https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/04/09/candidiase-tambem-pode-ser-transmitida-por-contato-sexual.htm

https://www.sogesp.com.br/saude-mulher/blog-da-mulher/a-candidiase-e-uma-doenca-transmitida-sexualmente/

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin