DIU de cobre: entenda como funciona e quais os benefícios

Por Dr. José Aldair Morsch, 21 de abril de 2026
Diu de cobre

O DIU de cobre é um método contraceptivo altamente eficaz, com taxa de falha menor que 1%.

Por isso, é uma opção interessante para mulheres que desejam evitar a gravidez por um longo período, sem precisar recorrer a hormônios.

Avance na leitura para entender como funciona, benefícios, indicações e efeitos colaterais do dispositivo intrauterino de cobre. 

Na dúvida, é importante receber orientação médica personalizada, e você pode começar pela consulta de telemedicina.

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O que é DIU de cobre?

DIU de cobre é um método contraceptivo de barreira, ou seja, que impede o encontro entre óvulo e espermatozoide.

Trata-se de um dispositivo intrauterino não hormonal, pois libera apenas íons de cobre no útero da mulher, a fim de evitar a gravidez.

Pode ser usado por diversas pacientes, porém, possui contraindicações e efeitos colaterais que devem ser considerados antes da inserção.

Dispositivo intrauterino de cobre

O efeito espermicida decorre de alterações no endométrio, tecido que recobre internamente o útero

Como funciona o DIU de cobre?

Pequeno e fino, o DIU de cobre provoca uma resposta inflamatória das células de defesa do organismo.

Essa reação não faz mal à saúde, prejudicando apenas a performance dos espermatozoides e óvulos.

O efeito espermicida decorre de alterações no endométrio, tecido que recobre internamente o útero, o que impede a passagem dos espermatozoides e, por consequência, evita a fecundação.

Simultaneamente, o dispositivo dificulta a mobilidade dos gametas masculinos ao elevar a concentração de cobre no muco cervical.

Para completar, ele afeta o mecanismo de ação das trompas, impactando os movimentos do óvulo rumo ao útero.

Quais os benefícios do DIU de cobre?

Existem diversas vantagens de usar esse método anticoncepcional, incluindo:

  • Alta eficácia, com taxa de falha entre 0,2% e 0,6% ao ano
  • Método democrático, podendo ser usado por mulheres adultas com ou sem filhos ou que estejam amamentando, além de adolescentes a partir dos 14 anos, desde que já tenham iniciado a vida sexual
  • Ideal para a contracepção de longa duração, pois só precisa ser trocado a cada 10 anos
  • Não utiliza hormônios, portanto, não engorda, não gera dor de cabeça e outras reações adversas fora do sistema reprodutivo
  • Sua eficácia independe do comportamento da mulher, que não precisa se lembrar de tomar uma medicação diariamente, como ocorre com a pílula
  • Não tem interação medicamentosa
  • Não causa aborto ou infertilidade.

Naturalmente, o dispositivo pode desencadear efeitos colaterais, como explico abaixo.

DIU de cobre tem efeitos colaterais?

Sim, esse dispositivo pode aumentar o sangramento menstrual e desencadear cólicas abdominais, principalmente nos primeiros 3 meses de uso.

Também há chance de eventos raros, como infecções, deslocamento do DIU e perfuração da parede uterina.

Deve-se suspeitar desses problemas se houver sintomas como febre e dor intensa, ou caso o fio do DIU não esteja visível no canal vaginal.

Nessas situações, procure ajuda médica.

DIU de cobre ou Mirena, qual o melhor?

O melhor dispositivo é aquele utilizado sob prescrição médica.

Isso porque tanto o DIU de cobre quanto o hormonal (Mirena) têm seus prós e contras, considerando os objetivos e características da paciente.

Por exemplo, mulheres que já têm cólicas menstruais e fluxo intenso não devem usar DIU de cobre, pois esses sintomas tendem a se intensificar.

Por outro lado, o DIU hormonal causa mais efeitos colaterais que o de cobre, devido à liberação do hormônio levonorgestrel – similar à progesterona.

Assim, essa versão é contraindicada para pacientes com trombose e outras condições afetadas por hormônios.

Contudo, mulheres com comorbidades como endometriose e sangramento uterino anormal (SUA) se beneficiam do DIU Mirena, que ajuda no controle dessas doenças.

É recomendado, então, marcar uma consulta com ginecologista para receber a orientação sobre o método mais indicado para você.

Método Diu de cobre

Esse dispositivo pode aumentar o sangramento menstrual e desencadear cólicas abdominais

Como é colocado o DIU de cobre?

O DIU de cobre é inserido pelo ginecologista durante um procedimento feito no consultório, comumente com sedação local.

Para tanto, o médico utiliza um espéculo para higienizar o colo do útero e, em seguida, colocar o DIU de cobre na cavidade uterina, com a ajuda de um tubo introdutor.

Depois, ele retira o tubo e corta o fio do DIU, deixando uma pequena porção visível a partir do canal vaginal.

O retorno de consulta é marcado, incluindo exames como papanicolau e ultrassom transvaginal para verificar se o dispositivo permanece no local correto.

Mas é possível esclarecer dúvidas antes mesmo do retorno, optando pela consulta por videoconferência.

Basta usar seu smartphone, tablet ou computador para acessar a página de agendamentos e digitar Ginecologia no campo de busca avançada.

Escolha o médico, data e horário de sua preferência e faça o login ou cadastro na plataforma de Telemedicina Morsch.

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Perguntas frequentes sobre DIU de cobre

Acompanhe respostas breves para questões recorrentes a seguir:

DIU de cobre tem hormônio?

Não tem. O DIU de cobre libera apenas íons desse metal no útero, tornando o ambiente tóxico para espermatozoides.

DIU de cobre engorda?

Não engorda. Inchaço e ganho de peso são efeitos colaterais relacionados ao DIU hormonal, que possui o hormônio levonorgestrel em sua composição.

DIU de cobre dura quanto tempo?

O Ministério da Saúde recomenda a troca a cada 10 anos. No entanto, estudos mostram que o DIU de cobre mantém a eficácia por até 16 anos.

Qual a eficácia do DIU de cobre?

O dispositivo tem taxa de eficácia superior a 99%.

Conclusão

Agora que está informada sobre o DIU de cobre, você pode tomar uma decisão consciente sobre o método contraceptivo mais adequado ao seu caso.

Vale lembrar que o dispositivo não hormonal é contraindicado para pacientes com sangramento uterino sem causa conhecida, doença inflamatória pélvica, prolapso uterino e outras condições.

Conte com a comodidade da teleconsulta para receber assistência médica sem sair de casa.

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Referências bibliográficas

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-mulher/saude-sexual-e-reprodutiva/contracepcao/diu-de-cobre 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-diu-pode-falhar-veja-as-chances-e-o-que-diz-a-obstetra,eb05a2e87981f9866d7222d89f5402c0hpfw23am.html

https://unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/novembro2005/ju310pag4a.html

https://revistamarieclaire.globo.com/saude/noticia/2024/03/diu-de-cobre-como-funciona-e-quanto-dura-o-dispositivo-intrauterino-nao-hormonal.ghtml

https://saude.abril.com.br/medicina/diu-de-cobre-entenda-como-o-metodo-funciona-e-para-quem-e-indicado/

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin