A Telemedicina na UTI: Consultoria para pacientes críticos

Por Dr. José Aldair Morsch, 13 de outubro de 2016
Telemedicina na UTI

A Telemedicina na UTI com consultoria permanente é uma alternativa viável para aumentar as chances de recuperação de pacientes críticos.

Crises na saúde levam os profissionais da área a pensar em formas mais sustentáveis de se fazer diagnósticos e tratar as pessoas de maneira mais adequada e assertiva.

Além disso, a medicina intensiva enfrenta diversos impasses, já que não são todos os hospitais que possuem Unidades de Tratamento Intensivo – e mesmo nos que possuem, por vezes não há médicos suficientes para o atendimento de pacientes em UTI.

Sabemos que os hospitais brasileiros possuem número reduzido de leitos em UTI, e por isso as novas tecnologias e a telemedicina na UTI podem minimizar os danos causados por tais condições, uma vez que possuem baixo custo e qualidade equiparada à da medicina convencional.

Objetivo da Telemedicina na UTI

Especificamente falando sobre a telemedicina na UTI, seu principal objetivo é ampliar o acesso a diagnósticos de forma rápida com início imediato do tratamento.

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Ela potencializa as chances de se reverter o quadro clínico de pacientes em UTI que necessitam de uma avaliação mais urgente, proporcionando consultas por videoconferência, troca de informações médicas, análise de sinais e imagens médicas.

Com avanços na telemedicina é possível, por exemplo, que se cobre até dez vezes menos por exames comuns apenas usando tecnologias – pelo fato de não haver barreiras entre o profissional e o paciente.

E o acesso ao resultado desses exames também é simplificado, já que eles são enviados para a central de telemedicina para ser encaminhado ao médico que o requereu.

E assim, com um diagnóstico mais rápido, eficaz e efetivo, usando métodos sustentáveis e mais baratos, em qual área há ainda mais necessidade de agilidade? Com certeza a medicina intensiva!

A Telemedicina na UTI com Telemonitoramento para recém-nascidos e doentes críticos

No caso dessa especialidade é possível se trabalhar com telemonitoramento, o qual evita, segundo estudos, problemas posteriores.

Um exemplo é o relatório do Journal of Medical Internet Research, que expôs que recém-nascidos de baixo risco se recuperam mais rapidamente quando telemonitorados.

Outra aplicação, além do monitoramento, é a de se retirar pacientes em UTI com doenças críticas, porém estáveis, e manter o seu tratamento em casa – o que chamamos de Home Care -, monitorando-os a partir da telemedicina.

Atualmente já existem tecnologias que auxiliam na segurança para que o tratamento seja como em hospitais.

Nos Estados Unidos, a telemedicina reduz em até 30% o tempo que as pessoas permanecem internadas e há 20% menos mortes usando-se seus benefícios.

Novas possibilidades para pacientes em UTI

Diversos exames já são possíveis a partir da telemedicina, como raio-X, ressonância magnética, eletroencefalograma, eletrocardiograma, tomografia computadorizada e espirometria. Isso facilita diagnósticos e acompanhamento dos pacientes em UTI, uma vez que há menos gastos com deslocamentos.

Em caso de pacientes que sofreram traumas é possível realizar consultas de teletrauma em hospitais mais distantes e sem o atendimento no local.

O tempo entre a entrada do paciente na UTI e uma teleconsulta também pode ser reduzido, pois também trata-se de um procedimento que não requer deslocamento físico do profissional.

Essas novas possibilidades viabilizam, ainda, a troca de informações por teleconferência entre profissionais de maneira multidisciplinar.

O médico plantonista passa a poder interagir em tempo real com outros médicos que podem lhe auxiliar no tratamento dos pacientes de sua unidade de terapia intensiva.

O conhecimento de centros de referência em terapia intensiva pode ser amplamente repassado para hospitais menores, a fim de que se espalhe e auxilie no tratamento dos pacientes com rapidez e assertividade.

Barreiras que lentificam a Telemedicina na UTI

A telemedicina enfrenta barreiras em relação às pessoas que não acreditam na sua eficácia ou que ficam presas a estigmas ultrapassados.

É preciso crer que as novas tecnologias vêm para melhorar as condições dos pacientes e para ajudá-los a se recuperarem mais rápido.

Existem três resoluções de 2002, 2007 e 2012 que normatizam a telemedicina e a idoneidade dos seus tratamentos e resultados.

Agora é preciso que, culturalmente, a ela seja aceita em nosso país, para que seu uso deslanche e mais pessoas sejam atendidas com agilidade.

O futuro está na telemedicina

Não há dúvidas que para a medicina intensiva a telemedicina em algum momento se fará presente e isso mudará o destino de muitos pacientes.

De forma sustentável, inteligente e tecnológica é possível salvar vidas e melhorar sua qualidade e espero que cada vez mais profissionais estejam aptos e concentrados em compreender essas novas maneiras de tratar e diagnosticar.

pacientes em uti

Marília Mesquita, médica graduada pela Universidade Católica de Brasília, pós-graduada em Psiquiatria e residente em Terapia Intensiva. Apaixonada por tecnologia e pelas facilidades que ela traz ao seu dia a dia. Integrante da equipe do Shosp, software que traz facilidade na gestão de clínicas (conheça: shosp.com.br).

 

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia pela PUC-RS. Pós-graduação em Cardiologia Pediátrica pela PUC-RS. Linkedin

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