Melasma: entenda o que é, quais os tipos e como tratar

Por Dr. José Aldair Morsch, 14 de abril de 2026
Melasma

Quem tem melasma sofre com manchas de tom marrom, que surgem principalmente no rosto.

Apesar de a aparência incomodar, essa condição não é grave e pode ser tratada sob orientação médica.

É sobre isso que falo neste texto.

Continue lendo e confira as principais informações sobre os tipos, causas e tratamentos para o melasma.

Você também vai saber como ter acesso rápido e econômico à assistência de qualidade, com a consulta de telemedicina.

O que é melasma?

Melasma é um distúrbio caracterizado pela hiperpigmentação da pele.

Essa condição decorre da produção desregulada e excessiva de melanina – substância que dá cor à pele.

Por consequência, surgem manchas escuras de forma irregular e simétrica (com aparência similar em ambos os lados) em áreas como as maçãs do rosto, testa, nariz ou acima da boca (no buço).

Em alguns casos, as manchas vão além do rosto, afetando o colo, pescoço e braços.

Quais os tipos de melasma?

O distúrbio pode ser classificado em três tipos, de acordo com a localização:

  • Melasma epidérmico: é aquele que atinge apenas a camada mais superficial da pele, chamada epiderme
  • Melasma dérmico: acomete uma camada um pouco mais profunda (derme)
  • Melasma misto: decorre do excesso de melanina na epiderme e na derme, simultaneamente.

Falo sobre as possíveis origens dessa condição a seguir.

Melasma na pele

Melasma é um distúrbio caracterizado pela hiperpigmentação da pele

O que causa melasma?

Embora ainda não haja uma origem determinada, estima-se que as manchas têm causa multifatorial, combinando fatores genéticos, hormonais e ambientais.

O melasma é mais comum entre mulheres de 25 a 50 anos, com pele morena, negra ou de etnia asiática, sofrendo também a influência de:

  • Predisposição genética
  • Exposição à luz solar ou artificial sem usar um protetor adequado
  • Gravidez
  • Uso de anticoncepcionais
  • Reposição hormonal
  • Problemas na glândula tireoide
  • Certos medicamentos ou cosméticos.

Nos próximos tópicos, esclareço outras questões comuns a essa condição.

Melasma tem cura?

O distúrbio não tem cura, mas tem tratamento.

As manchas tendem a diminuir quando o paciente adota uma rotina de prevenção adequada, seguindo as recomendações do dermatologista, que costumam incluir:

  • Usar protetor solar com FPS 50 ou superior diariamente, combinando proteção química e física, além de proteção contra UVA, UVB e luz visível
  • Reaplicar o protetor a cada 3 horas, mesmo em dias nublados ou em locais fechados
  • Proteção com barreiras físicas, utilizando chapéus de aba larga, viseiras, óculos escuros e roupas com proteção UV
  • Manter a distância de fornos, saunas, banhos muito quentes e outras fontes de calor
  • Só usar cosméticos indicados pelo médico, a fim de prevenir reações alérgicas na pele
  • Manter a consulta com dermatologista como parte do check-up médico anual, ou nos períodos determinados pelo especialista.

Conheça, abaixo, as opções de tratamento disponíveis.

Mancha Melasma

As manchas tendem a diminuir quando o paciente adota uma rotina de prevenção adequada

Qual o tratamento para melasma?

Segundo recomenda a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a fotoproteção é a base para o sucesso de qualquer tratamento para o melasma.

Isso porque ela ajuda a estabilizar e manter os benefícios de outras medidas terapêuticas.

Dependendo do quadro, o dermatologista pode recomendar:

  • Cremes à base de ácidos: produtos contendo hidroquinona, ácido glicólico, ácido retinoico e ácido azeláico estão entre os mais populares. Porém, nem sempre oferecem o resultado desejado. Quando eficazes, a melhora pode ser percebida cerca de dois meses após iniciar o uso, mas o paciente deve seguir com o tratamento durante todo o período determinado pelo médico
  • Peelings: procedimentos que provocam a descamação controlada e renovação celular. Podem se restringir à epiderme ou alcançar camadas profundas da pele
  • Luzes e lasers: a aplicação de luz intensa pulsada ou tratamento a laser são indicados em casos específicos e devem ser realizados com muito cuidado por um profissional capacitado. Se não, a técnica é capaz de piorar o quadro, gerando ainda mais pigmentação na pele.

Importante dizer que o uso de cremes e procedimentos só deve ser feito sob prescrição médica, após avaliação do quadro de saúde.

Dá para receber essa assistência presencialmente ou via consulta por videoconferência, que pede apenas um dispositivo conectado à internet.

Acesse a página de agendamentos e digite Dermatologia no campo de busca avançada para conferir uma lista de médicos, dias e horários disponíveis.

Escolha o mais conveniente e prossiga para o login ou cadastro na plataforma de Telemedicina Morsch.

Finalize com o pagamento e pronto! Você recebe um link de acesso à sala virtual exclusiva para participar da teleconsulta no sistema Morsch.

Você ainda pode aproveitar o desconto de 30% em todos os teleatendimentos, usando o Cartão Morsch.

Clique aqui e economize de um jeito inteligente!

Perguntas frequentes sobre melasma

Nesta seção, você acompanha respostas para outras dúvidas comuns sobre o melasma.

Siga acompanhando.

Como fazer o melasma sumir?

Siga sempre a indicação médica, sem recorrer à automedicação ou a soluções caseiras, que podem piorar as manchas e agredir a pele. Mantenha também boas práticas como o uso diário de protetor solar e a distância de fontes de calor. 

O que piora o melasma no rosto?

Inflamações e irritações na pele, exposição ao sol ou luz visível e alterações hormonais estão entre os fatores capazes de piorar o melasma. Em alguns casos, o quadro também se intensifica devido ao estresse ou má alimentação.

O que não pode fazer quem tem melasma?

Não é recomendado se expor ao sol ou à luz visível sem protetor solar. Cosméticos e procedimentos como o peeling só devem ser feitos sob indicação médica, pois podem agravar o quadro de saúde.

Se fizer uso de pílula anticoncepcional, converse com o ginecologista para entender as alternativas disponíveis, uma vez que os hormônios podem influenciar no aparecimento do melasma.

Tem idade para ter melasma?

O distúrbio pode surgir em qualquer idade, contudo, é mais frequente entre mulheres em idade reprodutiva, entre os 20 e 50 anos.

Conclusão

Ao final deste artigo, você está por dentro dos cuidados para tratar o melasma.

Essa condição requer acompanhamento médico contínuo, pois as manchas podem retornar depois de algum tempo.

A dica, então, é contar com a praticidade da teleconsulta e telemonitoramento para evitar agravos à saúde, consultando o dermatologista em poucos cliques.

Se o texto foi útil, aproveite para compartilhar com sua rede de contatos.

Navegue pelo blog para continuar lendo conteúdos sobre bem-estar e saúde.

 

Referências bibliográficas

https://www.sbd.org.br/doencas/melasma/ 

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/melasma-saiba-qual-e-a-melhor-rotina-para-clarear-as-manchas/

https://saude.abril.com.br/medicina/9-coisas-que-voce-precisa-saber-sobre-melasma/

https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/especial-publicitario/rede-drogal/noticia/2025/07/17/melhores-tratamentos-para-melasma-o-que-realmente-funciona.ghtml

https://bjihs.emnuvens.com.br/bjihs/article/view/3887

https://crbm1.gov.br/site2019/wp-content/uploads/2025/08/ARTIGO-DE-REVISAO-MELASMA.pdf

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin