HPV no homem: sintomas, transmissão, diagnóstico e tratamento

Por Dr. José Aldair Morsch, 16 de setembro de 2026
HPV no homem

O diagnóstico de HPV no homem costuma ser desafiador, porque a maioria dos casos é assintomática.

Porém, mesmo sem sintomas, o vírus do HPV pode ser transmitido.

Apresento um panorama completo sobre essa infecção sexualmente transmissível (IST) nas próximas linhas, incluindo possíveis sinais, contágio, diagnóstico e tratamento do HPV.

O cuidado começa com consultas e exames de rotina, que são facilitados pela telemedicina.

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O que é HPV no homem?

HPV no homem é uma IST causada pelo papilomavírus humano, capaz de afetar tanto pessoas do sexo masculino quanto do feminino.

Trata-se da infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. 

Ela atinge quase um terço dos homens a partir de 15 anos, segundo estudo publicado pelo periódico médico “The Lancet Global Health”.

A pesquisa ainda revelou que 1 em cada 5 homens está infectado com subtipos de HPV de alto risco para câncer, capazes de desencadear tumores malignos no pênis, ânus, boca e garganta.

O HPV também é a causa mais frequente de câncer do colo de útero (nas mulheres) e câncer no canal anal.

Como é transmitido o HPV no homem?

A transmissão ocorre através do contato entre pele e mucosas contaminadas.

Estima-se que o contágio se dê por via sexual em 95% dos casos, seja por meio do sexo vaginal, anal ou oral desprotegido.

Mesmo pessoas assintomáticas podem transmitir o HPV, o que reforça a importância do sexo protegido.

No entanto, a vacinação é a principal estratégia preventiva, uma vez que a infecção pode ocorrer pelo contato com partes do corpo não cobertas pelo preservativo, como o saco escrotal, a vulva e a boca.

hpv no homem riscos

Trata-se da infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo

Quais são os sintomas de HPV no homem?

A maioria dos quadros é assintomática ou apresenta sinais discretos, que podem ser confundidos até com uma simples alergia.

O sintoma mais frequente é o aparecimento de verrugas genitais ou anais com aspecto de couve-flor, chamadas popularmente de “crista de galo”, “figueira” ou “cavalo de crista”. 

Em linguagem médica, são conhecidas como condilomas acuminados, podendo ser elevadas e sólidas ou achatadas e aparecer isoladas ou junto a outras lesões.

Elas não costumam causar desconforto. No entanto, há casos em que provocam coceira.

Visíveis a olho nu, essas lesões clínicas são comumente relacionadas à infecção por subtipos de HPV não cancerígenos.

Contudo, também podem surgir lesões subclínicas, que são invisíveis a olho nu – o que facilita o contágio.

Há, ainda, as manchas escuras e avermelhadas que acometem pênis ou ânus, podendo ser associadas a subtipos de HPV cancerígenos.

Como diagnosticar HPV no homem?

O diagnóstico é realizado através do exame clínico e exames complementares.

Composto por entrevista (anamnese médica) e avaliação física, o exame clínico permite conhecer detalhes do histórico do paciente.

Esse procedimento tem grande relevância na suspeita de HPV, pois os sintomas podem demorar meses ou anos para aparecer, o que exige uma investigação aprofundada, com relatos sobre hábitos e estilo de vida.

Saber se o paciente recebeu uma ou mais doses da vacina para HPV também é importante.

O relato é seguido por uma inspeção física minuciosa, a fim de identificar qualquer lesão na área genital, ânus, boca ou garganta.

Dependendo do quadro, pode ser feita uma peniscopia, que consiste na análise do pênis com um tipo de lupa. 

Também há a possibilidade de biópsia, que requer a coleta de uma pequena amostra da verruga para que seja examinada em laboratório.

Como tratar o HPV no homem?

A cura definitiva só ocorre quando o sistema imunológico consegue eliminar o vírus.

Por sua vez, o tratamento foca na eliminação das lesões desencadeadas pelo HPV, sendo recomendado de acordo com a extensão, quantidade e localização das feridas.

Cauterização, crioterapia e outras terapias ablativas podem ser realizadas na clínica ou hospital.

Já a aplicação de medicamentos tópicos (pomadas e cremes) pode ser feita em casa para combater as verrugas genitais decorrentes do HPV.

Casos de maior gravidade, como aqueles em que houver muitas feridas no interior do ânus, boca ou uretra, podem ser alvo de cirurgia.

Durante o tratamento, é fundamental usar camisinha nas relações sexuais e avisar os parceiros sexuais, a fim de que também recebam aconselhamento e assistência médica.

Vale dizer que, mesmo depois da terapia, as verrugas podem retornar, pedindo um novo tratamento médico junto ao urologista.

Especialista em condições que afetam os sistemas urinário e reprodutor masculino, esse médico conduz o diagnóstico no consultório.

Papilomavírus Humano em homem

A transmissão ocorre através do contato entre pele e mucosas contaminadas

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Perguntas frequentes sobre HPV no homem

Esclareço mais questionamentos recorrentes sobre a doença a seguir.

O que acontece com um homem que tem HPV?

Muitos homens não apresentam sintomas, mas eles podem aparecer na forma de verrugas genitais com aspecto de couve-flor ou, mais raramente, de lesões escuras e avermelhadas. Ambas devem ser examinadas. A conduta depende do diagnóstico, da localização e das características das lesões.

Como identificar se um homem tem HPV?

É possível visualizar verrugas ou feridas escuras no pênis, saco escrotal ou ânus. Porém, nem sempre há sintomas presentes, o que evidencia a importância das medidas preventivas (vacinação e uso de camisinha durante o sexo).

Quanto tempo o vírus do HPV fica no homem?

De alguns meses a vários anos. Geralmente, o vírus permanece por até 24 meses, até ser eliminado pelo organismo. Em outros casos, o HPV se multiplica, ficando vários anos no corpo.

O HPV cura sozinho no homem?

Muitas vezes, sim, já que a infecção pode ser controlada ou eliminada pela resposta imunológica do organismo. As verrugas podem desaparecer espontaneamente, permanecer inalteradas ou aumentar. A avaliação profissional requer conduta individualizada.

Conclusão

Embora não costume ser grave, o HPV no homem deve ser detectado e tratado para reduzir as chances de complicações de saúde e o contágio de parceiros sexuais.

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Referências bibliográficas

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hpv-entenda-como-a-doenca-se-manifesta-nos-homens,da2aba2a3f124738dc05dde082929c222bm4dvpe.html

https://agencia.fapesp.br/hpv-e-cancer-masculino/25874

https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/27/09/2023/um-em-cada-tres-homens-esta-infectado-com-o-virus-hpv-e-farmaceuticos-podem-contribuir-no-combate

https://colposcopiasp.org.br/informacao-ao-paciente/hpv-perguntas-frequentes/

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/i/ist

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin