Qual é o limite da tecnologia médica? Homem, máquina e Big Data integrados?

Por Dr. José Aldair Morsch, 20 de novembro de 2017
tecnologia médica

A tecnologia médica avança num ritmo acelerado, acompanhando todos os avanços da informática e internet num mundo conectado.

Vamos embarcar numa jornada que inicia na mitologia onde já existia algum tipo de tecnologia e acompanhar todo o processo de criação e desenvolvimento de novos recursos criados para trazer mais conforto e segurança para o ser humano.

Para os amantes de uma leitura profunda este é um artigo ideal. Já para aqueles que estão com pressa, vai pro final e entenda como a telemedicina se estruturou como uma grande tecnologia médica.

História da tecnologia na humanidade

Esse assunto é muito antigo por incrível que pareça, iniciando na mitologia grega há 3000 anos. A lenda de Prometeu que nos ensinou a usar o fogo que é a primeira técnica do homem para usar em seu benefício e trazer segurança.

A Filosofia auxilia a entender o mundo

A filosofia nos ajuda a ver o mundo de uma forma mais complexa, não difícil. Quem  mais sabe, mais dúvidas sofisticadas tem. Quem tem muita certeza, indica que leu pouco. Quanto mais refletimos sobre o assunto, mais dúvidas aparecem.

Lembro que quem fala muito difícil não indica sabedoria, o complicar uma informação implica em limitação do conhecimento, ou seja, ninguém sabe o que está falando.

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Um professor por vocação pega um tema complexo de meses de estudo e explana em 10 minutos para qualquer pessoa que irá entender de maneira clara e objetiva.

Uma analogia do presente, passado e futuro na tecnologia médica

Daqui há 1000 anos irão rir de nós, comentarão sobre coisas que fazemos que consideramos atuais.

Sabemos o que poderão rir no futuro?

Na Europa há séculos liam o futuro vendo o cérebro de animais mortos.

No futuro talvez não tão distante como 1000 anos, a tecnologia médica fará com que muitos tenham surtos de risadas, gargalhadas em ter filhos com relação sexual.

Uma associação de filhos e sexo?  irão pensar que há tantos anos atrás as pessoas achavam que ter filhos á partir de uma gozada é um ato de amor.

O resultado disso, o infeliz da criança nascia ao acaso, natural, aos olhos de Deus…

Imaginem o natural, câncer é natural… O pensamento das pessoas no futuro sobre isso é que se sentirão aterrorizados.

Há 20 anos se perguntassem numa classe quantos queriam ter filhos numa relação sexual ou por arranjo genético, a maioria diria que pela forma tradicional, apenas dois levantariam a mão. A expressão de horror ao desconhecido, á inovação, seria nítida.

Hoje devido a tecnologia médica,  esse número já não é o mesmo, a idéia de conseguir evitar doenças é muito bem vinda na sociedade. E isso vem mudando, a metade de uma classe de alunos já aceita a programação genética.

Uma visão futurista impulsionada pela tecnologia médica

No futuro, o filho de 10 anos que nasceu de uma relação sexual e começou a ficar cego irá pedir para a mãe porque ela optou por esse meio para ter filho, onde poderia ter evitado esse sofrimento.

– Meu filho, eu queria que você nascesse assim.

– Mãe, eu queria ter nascido assim, mas vendo!

– Meu filho, eu acho que é importante a experiência, não seria a mesma pessoa.

– Mãe, eu seria não só uma pessoa melhor, mas mais feliz por conseguir enxergar como todo mundo.

Na última cartada da mãe ela diria que a cegueira é um significado, as pessoas aprendem com o sofrimento, isso é importante.

– Mãe, isso poderia ser pra você, passar a bola pra mim significa escolher? Significa transferir para outra pessoa carregar a maldição e não você.

O cenário futuro é interessante, a igreja aceitando, o governo discutindo barateamento de custos para a implantação na saúde dessa tecnologia médica.

O casal que escolher o método tradicional, na relação sexual, onde tudo acontece por acaso, teremos as seguintes considerações:

  1. Os filhos vão ter certeza que os pais não o amavam, sendo irresponsáveis na escolha do método;
  2. Que eram ignorantes;
  3. Eram pobres, favelados, sem auxílio do sistema de saúde;
  4. Religiosos que não aceitam nem sangue;

A história da humanidade é criar dispositivos para reduzir riscos, esse caminho é irreversível. A nossa segurança depende de sermos monitorados permanentemente.

Outro processo que será motivo de risada é a aposentadoria. A medicina, usando a tecnologia médica,  aumentando a longevidade, fazendo com que cheguemos a 200 anos, com uma população mais velha e menor natalidade, essa conta que não fecha hoje, no futuro nem existirá.

Embasamento científico para justificar os resultados do avanço da tecnologia médica

Esses dados não são uma viagem, nada a ver com suposições, são estatísticas colhidas da Universidade de Cambridge.

Analisando essa interligação de ciência e ser humano, até aqui podemos afirmar que o limite entre homem e máquina é cada vez mais tênue, difícil de mapear.

Nossa sociedade é obcecada por saúde, adoram as novidades da tecnologia médica

Vivemos numa sociedade eugênica, que significa uma geração bela, onde todo mundo quer ser:

– Bonito;

– Magro;

– Saudável;

– Feliz;

– Livre.

Para atingirmos isso, precisamos de métodos de controle social, uso de medicação recorrente, além de dieta mais saudável e exercícios.

Não tem como ter alimentação orgânica para todos, precisamos da genética para melhorar a produção de alimentos no mundo e para criar medicamentos.

Num futuro próximo em que poderemos comprar um robô para substituir uma pessoa, isso será rotina.

Se for mais em conta ter isso, o ser humano vai comprar, com introdução de variações randômicas para se aproximar ao comportamento humano, até a inteligência artificial trazer a perfeição a ponto de não sabermos a diferença entre robô e humano.

Teremos ONG para lutar pelas causas dos robôs, visto hoje como futurista, sabemos que tem grande possibilidade de acontecer.

A Telemedicina é uma tecnologia médica que monitora a saúde da população

Todos os pacientes que realizarem exames usando a telemedicina, automaticamente esses dados estarão disponíveis no Big Data para cruzar com outras informações diárias como uso da academia, relação dos alimentos comprados no supermercado a partir do CPF fornecido ou uso de um cartão de crédito.

Isso não significa que a tecnologia médica está nos espionando. Não é um controle absoluto de nossas vidas. Não significa que sabemos que doença o João da Silva tem.

As informações são sigilosas, guardadas com todos os recursos de segurança. O que realmente interessa são os dados epidemiológicos, sem nomear as pessoas.

Tanto exames de sangue, de imagem, procedimentos médicos, receita dos medicamentos utilizados, tudo está interligado.

Essas informações são utilizadas pelos convênios, seguradoras, hospitais para calcular os valores das apólices para uma determinada região que tem índices de saúde e doença específicos.

Big Data e saúde, interligação fascinante na tecnologia médica

A vigilância líquida, um termo novo na sociedade, mostra justamente o controle das nossas vidas.

O uso da tecnologia deixa rastros que são convertidos em dados, os dados coletados e centralizados que chamamos de Big Data.

Alguns exemplos de uso da tecnologia e a monitorização das nossas vidas:

– Pesquisa no Google deixa rastros;

– Compra pela internet;

– Uso de aplicativos;

– Uso do cartão de crédito;

– Uso das redes sociais;

– Reservas de hotéis

– Uso de academias de ginástica;

– Compra de passagens aéreas;

– Seguros contratados;

– Planos de saúde contratados;

– Realização de exames pela Telemedicina e Telessaúde, afinal, todos querem pegar o resultado do exame na internet

A origem do Big Data

Esses dados cruzados mostram tudo sobre você, aliás, muito mais do que você mesmo sabe. São algoritmos que interpretam os dados e convergem para oferecer o melhor em serviços e benefícios.

Este sistema é gigantesco, ainda não temos como aproveitar integralmente isso, mas é uma questão de tempo.

Perceba que a tecnologia médica se confunde com a tecnologia da informação.

Já existe um aplicativo e um cartão para empresas que relaciona os recursos humanos, restaurante, médicos, academias, convênios e de acordo com os dados coletados irá calcular os valores de cada serviço, de cada apólice.

Veja que o colaborador saudável, que vai na academia, que tem exames normais terá um valor menor nos serviços.

Em resumo, a nossa obsessão pela técnica, pela higiene, segurança nos obriga a utilizar toda a tecnologia disponível. O uso da tecnologia deixa rastros digitais que são analisados e convertidos em melhorias, fazendo com que tudo isso se torne um ciclo sem fim.

Na área da tecnologia médica contribuímos com o uso da Telemedicina, que além de trazer melhorias na saúde, também informa dados de saúde coletiva, como porcentagem de pessoas com determinada doença, epidemias, sem claro entrar na individualidade de cada pessoa.

Você já ouviu falar da Telemedicina? É a especialidade do futuro.

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Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG - Fundação Universidade do Rio Grande - RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin

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