Estomatite: o que é, causas, sintomas e formas de tratamento

Por Dr. José Aldair Morsch, 1 de julho de 2026
Estomatite

Comum em bebês e crianças pequenas, a estomatite costuma surgir como resposta ao contato com o vírus da herpes.

Um dos sintomas mais característicos é a presença de aftas por toda a boca, dificultando a ingestão de alimentos sólidos e líquidos, o que coloca o paciente em risco de desidratação.

Daí a importância de identificar os sinais e procurar ajuda médica, a fim de evitar complicações de saúde.

Avance na leitura para conhecer os tipos, causas, sintomas e tratamentos para a estomatite, além de dicas para acelerar o atendimento médico via consulta de telemedicina.

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O que é estomatite?

Estomatite é a inflamação da mucosa da boca.

Apesar de o nome parecer se referir ao estômago, ele vem da palavra “stoma”, que remete a cavidades ou aberturas no corpo (como a boca).

Na maioria das vezes, a estomatite é uma doença viral e afeta principalmente bebês e crianças menores de 5 anos.

Contudo, ela pode aparecer em diferentes momentos da vida, como na adolescência, início da idade adulta e na terceira idade.

Tratamento estomatite

A estomatite é uma doença viral e afeta principalmente bebês e crianças menores de 5 anos

Tipos de estomatite

Dependendo da origem e características, a estomatite pode ser classificada em diferentes tipos.

Os mais comuns são:

  • Estomatite herpética: é provocada pelo vírus do herpes simples, afetando principalmente crianças entre 1 e 5 anos. Chamada em linguagem médica de gengivoestomatite herpética primária, comumente decorre do primeiro contato com o vírus
  • Estomatite aftosa: quadro inflamatório que desencadeia aftas na boca, podendo ter causa desconhecida ou relacionada a diversos quadros de saúde, como alergias e deficiência nutricional.

Há também modalidades menos frequentes, a exemplo da estomatite protética, que pode aparecer em pacientes que usam dentadura.

Quais os sintomas da estomatite?

Geralmente, a doença se manifesta através de:

  • Lesões na área interna da boca, que podem começar como pequenas bolhas (aftas) que se rompem e formam feridas (úlceras)
  • Febre alta 
  • Ínguas (inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço)
  • Dor para engolir, falar e comer
  • Salivação excessiva
  • Mau hálito
  • Irritabilidade e recusa para comer ou beber
  • Mal-estar
  • Vômito
  • Diarreia
  • Dor de cabeça.

Desconfie, ainda, da estomatite em bebê se houver choro contínuo e sensibilidade na boca.

O que causa estomatite?

Uma causa comum da gengivoestomatite herpética é o HSV-1 ou vírus herpes simples tipo 1, que ocasiona lesões na cavidade oral.

Outro agente viral que pode estar por trás da estomatite é o coxsackie, reconhecido por provocar a doença mão-pé-boca.

Mais raramente, a origem da inflamação da cavidade da boca está associada a:

  • Deficiência ou alergia alimentar
  • Doenças autoimunes ou sistêmicas, a exemplo de diabetes
  • Fungos como Candida albicans (que causa candidíase)
  • Contato com alimentos ou substâncias químicas irritantes (nicotina do cigarro, pimenta, conservantes).

Identificar a causa é relevante para a realização do tratamento adequado, como explico no tópico seguinte.

O que é estomatite

Na maioria dos quadros, a inflamação é autolimitada, ou seja, tem cura espontânea

Como tratar estomatite?

O tratamento depende da causa da doença.

Na maioria dos quadros, a inflamação é autolimitada, ou seja, tem cura espontânea.

Isso ocorre quando a origem é viral, cabendo ao sistema imunológico combater o vírus.

Nesse cenário, o médico costuma recomendar:

  • Reforço na hidratação com água, água de coco, sucos naturais de frutas que não sejam ácidas e chás em temperatura ambiente
  • Consumo de alimentos líquidos ou pastosos frios e gelados, como sorvete, iogurte, sopa fria, gelatina
  • Repouso
  • Higienização bucal cuidadosa, com escovação delicada
  • Remédios para alívio dos sintomas, a exemplo de enxaguantes bucais, analgésicos e antitérmicos, sempre sob orientação médica

Certos casos se beneficiam de medicamentos antivirais, antibióticos (se houver infecção bacteriana) ou antifúngicos (se houver infecção por fungo).

Consulte online via telemedicina

A avaliação médica pode ser feita pelo pediatra (para crianças e adolescentes), clínico geral (para adultos) ou geriatra (para idosos), que darão início à investigação de sintomas, diagnóstico e tratamento da estomatite.

Cada um desses médicos atende presencialmente ou via teleconsulta, que tem a vantagem de dispensar filas de espera e deslocamentos.

Para marcar o teleatendimento, basta acessar a página de agendamentos e escolher a especialidade no campo de busca avançada.

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Perguntas frequentes sobre estomatite

Esta seção traz respostas breves para questionamentos recorrentes entre pacientes e cuidadores sobre a inflamação bucal.

O que piora a estomatite?

Má higiene bucal, consumo de alimentos quentes, ácidos, salgados e picantes podem aumentar a irritação e inflamação ocasionada pela estomatite. Contato com cigarro e outros produtos químicos e estresse também podem agravar o quadro e atrasar a cicatrização das lesões na boca.

Quais são os casos graves de estomatite?

Tenha atenção se a estomatite permanecer por mais de duas semanas ou piorar nesse período, com lesões grandes e profundas. Em bebês e crianças, outro perigo é a desidratação, que pode exigir internação hospitalar para um tratamento intensivo. Procure um médico se a criança se recusar a beber líquidos, apresentar febre ou dor para engolir.

Quantos dias a estomatite fica na boca?

A maioria dos quadros de estomatite se resolve de 7 a 14 dias. Se a doença for causada por vírus, o próprio sistema imunológico combate esse agente patológico. Já infecções por bactérias ou fungos exigem tratamento específico. Consulte o médico e evite a automedicação, que pode atrasar o diagnóstico ou até piorar o estado de saúde do paciente.

O que pode ser confundido com estomatite?

Doenças que provocam aftas na boca podem ser confundidas com estomatite, como a doença mão-pé-boca (que também causa lesões nas mãos e pés), gengivite (inflamação na gengiva) e herpangina (que desencadeia feridas no fundo da boca e garganta). Em bebês, a estomatite também pode ser confundida com o nascimento dos dentes.

Conclusão

Ao final deste texto, você está informado sobre sintomas, origens e tratamentos para a estomatite.

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Referências bibliográficas

https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-os-sinais-sintomas-e-tratamento-de-um-paciente-com-estomatite/ 

https://saude.abril.com.br/familia/estomatite-o-que-e-quais-os-tipos-como-tratar/

https://globoplay.globo.com/v/6371589/

https://revistacrescer.globo.com/Saude/noticia/2020/09/o-que-voce-precisa-saber-sobre-estomatite.html

https://soperj.com.br/estomatite/

https://aps-repo.bvs.br/aps/como-tratar-estomatite-quais-os-tratamentos-com-bom-nivel-de-evidencia/

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin