Urticária: entenda quais são os tipos, causas mais comuns e tratamentos

Por Dr. José Aldair Morsch, 20 de março de 2026
Urticária

A urticária aparece de repente, com lesões que podem sumir após algumas horas, sem deixar qualquer vestígio na pele.

Porém, sintomas como coceira intensa incomodam bastante, o que pede cuidados para combater a doença.

É por isso que casos crônicos ou recorrentes devem passar por avaliação médica para o correto diagnóstico e prevenção de novos surtos ou de complicações.

Continue a leitura do texto para conferir um panorama sobre as causas, tipos, sintomas e tratamentos para essa doença da pele.

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O que é urticária?

Urticária é uma irritação que provoca vergões na pele.

As lesões são avermelhadas, um pouco inchadas e aparecem junto à coceira local intensa.

Embora possam se manifestar de modo isolado, em alguns casos se juntam e formam placas avermelhadas extensas.

De acordo com a SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), 1 em cada 5 pessoas terá algum episódio de urticária durante a vida.

Quais são os sintomas de urticária?

Além das lesões e inchaço, o principal sintoma é coceira severa, tão intensa que chega a atrapalhar a rotina e o sono do paciente.

Ardor e queimação local podem surgir em alguns casos.

A presença de outros sinais incômodos pode indicar complicações de saúde como o angioedema.

Nesse caso, o inchaço ocorre abaixo da pele, atingindo pálpebras, lábios, língua e garganta, o que pode dificultar a respiração, exigindo atendimento médico imediatamente.

Também vale ficar atento aos sinais de alerta para a anafilaxia, que incluem:

  • Náuseas
  • Vômitos
  • Queda da pressão arterial (pressão baixa
  • Edema de glote, que fecha a garganta e impede a respiração. 

Diante de sinais de angioedema ou anafilaxia, vá ao pronto-socorro mais próximo.

Urticária na pele

As lesões são avermelhadas, um pouco inchadas e aparecem junto à coceira local intensa

Quais os tipos de urticária?

Quando se considera a causa da doença, existem diferentes tipos e manifestações. Saiba mais sobre cada um deles agora.

Urticária induzida 

Como o nome sugere, essa modalidade surge a partir de um gatilho, que pode ser o contato com drogas (incluindo remédios), alimentos ou infecções.

Estímulos físicos, a exemplo do calor, frio, sol, água e pressão, também podem motivar o surgimento das lesões e demais sintomas.

Urticária espontânea

Também conhecida como idiopática, essa forma não tem uma causa identificada.

Vale, ainda, mencionar um segundo formato de classificação, que considera a duração dos sintomas. Nesse caso, temos as manifestações aguda e crônica.

Urticária aguda

Apresenta episódios de curta duração, que se estendem por horas, dias ou poucas semanas.

Urticária crônica

Quadros crônicos têm duração estendida, com sintomas que permanecem por seis semanas ou mais.

O que causa urticária?

Detalhes do processo por trás da doença ainda não foram totalmente entendidos pela medicina.

Contudo, já se sabe que as lesões surgem devido à liberação de histamina nos vasos sanguíneos.

Como citei no tópico anterior, a urticária induzida tem episódios provocados por alérgenos que servem como gatilhos e compreendem uma série de itens, incluindo:

  • Alimentos como frutos do mar, nozes e peixes
  • Picadas de insetos
  • Antibióticos e outros medicamentos (como efeito colateral)
  • Exposição direta ao sol, calor ou frio
  • Contato com água
  • Pele sob pressão.

Descobrir quais itens desencadeiam os sintomas é fundamental para prevenir seu surgimento.

Como tratar a urticária?

O tratamento começa com o diagnóstico e determinação do tipo de urticária.

Fugir de possíveis gatilhos é recomendado para as formas induzida e aguda, e essa medida pode bastar para prevenir novos episódios sintomáticos.

Simultaneamente, são recomendados ajustes na dieta, que deve evitar:

  • Corantes e conservantes
  • Embutidos, como frios e salsicha
  • Enlatados
  • Peixe e frutos do mar
  • Chocolate
  • Ovo
  • Refrigerantes e sucos artificiais.

O alívio dos sintomas é feito com remédios antialérgicos (anti-histamínicos), que também são indicados para tratar a condição espontânea aguda.

Para quadros que não respondam a esse primeiro medicamento para urticária, o médico pode prescrever fármacos corticoides e antileucotrienos. 

Se ainda não houver resposta satisfatória, ele pode recorrer a remédios imunomoduladores.

Existe médico especialista em urticária?

Há, sim, médicos alergologistas e dermatologistas experientes no tratamento da urticária.

Porém, essa condição comum pode ser avaliada por qualquer desses profissionais, pois o alergologista é especializado em alergias e o dermatologista, em saúde da pele.

Ambos atendem presencialmente ou via consulta de telemedicina, que dispensa deslocamentos e conecta pacientes a médicos geograficamente distantes.

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Perguntas frequentes sobre urticária

Acompanhe, agora, respostas rápidas para dúvidas recorrentes:

Qual a melhor pomada para urticária?

Pomadas contendo medicamentos não costumam ser eficazes. Geralmente, a prescrição médica inclui loratadina, cetirizina e outros remédios antialérgicos, tomados por via oral.

Evite a automedicação, seguindo sempre a orientação descrita na receita médica.

Como aliviar a urticária naturalmente?

A aplicação de compressas frias no local das lesões alivia a coceira e outros sintomas de urticária. Também é indicado adotar uma dieta saudável, evitando alimentos com corantes, embutidos e enlatados. 

O que causa urticária em criança?

Segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia), os principais gatilhos para a urticária em crianças são alimentos (nas crianças pequenas, leite de vaca, ovo, soja, amendoim e trigo. Nas maiores, frutos do mar, nozes e castanhas), medicamentos como analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos, além de infecções (causadas por vírus ou bactérias).

Quem tem urticária pode tomar café?

O consumo de cafeína pode piorar o quadro em alguns pacientes. O ideal é consultar o médico para montar uma dieta que elimine gatilhos sem grandes restrições alimentares.

Conclusão

Episódios de urticária tendem a desaparecer espontaneamente, mas fique atento quando eles retornarem ou durarem muitos dias.

Nesse cenário, é importante passar em consulta com dermatologista ou alergologista para aliviar os sintomas e controlar a doença.

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Referências bibliográficas

https://www.sbd.org.br/doencas/urticaria/ 

https://www.scielo.br/j/abd/a/LmFprfs6mPR8GjWDHrpCrcj/?lang=pt 

https://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/urticaria-entenda-os-sinais-de-alerta.html 

https://oglobo.globo.com/saude/guia/urticaria-o-que-e-sintomas-causas-e-tratamento.ghtml 

https://asbai.org.br/crianca-pode-ter-urticaria-cronica/

https://bvsms.saude.gov.br/acesso-aos-cuidados-01-10-dia-mundial-da-urticaria/

Dr. José Aldair Morsch
Dr. José Aldair Morsch
Cardiologista
Médico formado pela FAMED - FURG – Fundação Universidade do Rio Grande – RS em 1993 - CRM RS 20142. Medicina interna e Cardiologista pela PUCRS - RQE 11133. Pós-graduação em Ecocardiografia e Cardiologia Pediátrica pela PUCRS. Linkedin